O caso de um vigia que agrediu um servente de pedreiro no sábado (26), no bairro Bela Vista em Três Pontas por causa de som alto repercutiu muito. Imagens gravadas de parte da confusão foram divulgadas em redes sociais e se espalharam rapidamente.

O vigia, acusado de desferir os golpes contra o servente na porta de casa foi na Delegacia de Polícia Civil, registrou um boletim de ocorrências com sua versão. Ele procurou a Equipe Positiva para esclarecer o caso. O rapaz contou que depois de trabalhar em um turno de 12 horas, chegou em casa as 6:00 da manhã de sábado, bastante cansado e se deitou para dormir.

Entre 8:30 e 9:00 horas, o vizinho ligou o som bastante alto o pertubando. O vigilante pediu que a sua esposa fosse até lá e pedisse que ele abaixasse o volume do som. Ela foi até a porta e a vítima disse que não iria abaixar. Ele então ligou para a Polícia Militar as 9:18 minutos. Quando a viatura chegou, eles conversaram com a mãe da vítima e ele solicitando que gostaria apenas de dormir em paz. O vigilante diz que os policiais orientaram que eles abaixassem o som e caso isto não ocorresse era para acioná-los novamente. Ele desligou e a PM foi embora.

Passado alguns minutos, quando tudo parecia estar resolvido, o rapaz que estava com o som alto, passou a gritar, dirigindo ao vizinho várias palavras de baixo calão. Ele se levantou novamente para falar com ele. Foi quando o servente, subiu no muro que divide as duas residências, ficou com a metade do corpo a mostra e começou a arrancar telhas e tijolos que fica na estrutura e jogar contra ele. Ainda de acordo com a versão do vigilante, a esposa dele saiu para ver o que estava acontecendo, foi quando ela foi atingida no joelho, por pedaços de tijolos, que deixou marcas e um inchaço. Não satisfeito, ele ainda atirou um bloco de concreto enorme, sem saber onde atingiria. Ela não foi atingida na cabeça, porque o marido colocou o braço que ficou todo machuado e foi atingido no lugar dela. Segundo ele, pelo tamanho do concreto, ela poderia ter morrido.

Neste momento, a confusão se generalizou. O irmão do vigilante chegou na sua casa. De acordo com o vigia, foi o servente quem saiu de dentro do imóvel até a rua com uma barra de ferro. O seu irmão interveio para separar a briga, acabou os dois caindo no chão e o vigia, com medo do que poderia ocorrer com sua família morresse, o vigia admite que pegou um pedestal de bateria e o agrediu. O acusado diz que não queria atingir a sua cabeça, muito menos teve a intenção de matá-lo.”Eu estava muito nervoso e me defendi, mas quem estava com a barra de ferro era ele e não eu”, declarou.

Ele ficou muito nervoso, saiu de casa para evitar maiores problemas com familiares e amigos do rapaz que moram na rua e foi para a casa de sua mãe. Ele diz que não foi procurado pela Polícia Militar e em momento algum se escondeu. O acusado conta que não ficou no local com medo de represálias e para evitar outros problemas ainda maiores. Tanto é que no seu aparelho celular existem 11 ligações que foram feitas ao 190. Ele diz que estava desnorteado e chorava muito.

As imagens que foram gravadas por um vizinho mostram apenas o final do caso e não o que anteriormente ocorreu entre eles. O vigilante diz que está a disposição da justiça e sua preocupação é cuidar da sua esposa que tem problemas graves de saúde

Não foi a primeira vez que a polícia foi chamada para resolver este problema. O vigia diz que meses atrás, já havia registrado um boletim de ocorrência por pertubação do sossego inclusive no mesmo horário.

O servente de pedreiro foi socorrido para o Pronto Atendimento Municipal (PAM), depois encaminhado ao Hospital São Francisco de Assis, onde passou por cirurgia de urgência. Nesta terça-feira (29), ele recebeu alta.

O vigilante mostra as marcas que ficaram no seu braço
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