*Objetivo é melhorar a rotatividade de vagas no Centro, que terão fiscais, apoio da Guarda Civil Municipal e nova modalidade de cobrança

Os funcionários da Divisão de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Três Pontas, começaram a instalar nesta terça-feira (24), as placas que demonstram a expansão do estacionamento rotativo no Centro da cidade, a Área Azul.

Restrita a 64 vagas existentes na Praça Cônego Victor, durante um ano, a Área Azul será ampliada para 373, a partir de 1º de novembro, nesta primeira fase para mais sete vias de grande movimento. O valor da cobrança será alterado. Uma hora de estacionamento vai custar R$1,00 e duas horas, R$ 2,00, tempo limite para que o veículo permaneça na mesma vaga. O horário de funcionamento continua sendo de segunda à sexta-feira de 9:00 às 18:00 horas e aos sábados, a Área Azul vai acompanhar o horário de funcionamento do comércio, que em dias normais fecha as portas às 13:00 horas, mas em datas especiais ou de aumento nas vendas geralmente é estendido até às 17:00 horas.

O Coordenador da Área Azul Paulo César Corrêa, explica que ao invés dos três monitores que trabalhavam na Praça da Matriz, a Apae passa a contar neste primeiro momento com sete fiscais, que não farão mais a cobrança e sim a fiscalização das vagas de estacionamento. Os motoristas precisam: se dirigir a um ponto de venda mais próximo para fazer a recarga. Para isto, é necessário informar apenas a placa do veículo. Nos pontos de vendas só serão feitos a compra em dinheiro.

Serão ao todo 10 estabelecimentos credenciados para fazer a recarga no estacionamento rotativo. Algumas das placas do estacionamento terão indicados o ponto de venda mais próximo dali, para que o usuário não encontre dificuldades”, explana. Depois que a recarga é feita, não é necessário que se coloque o comprovante de pagamento  no painel do carro, como era feito anteriormente, já que ao fazer a compra, o sistema informa que o veículo está autorizado a ocupar aquela determinada vaga. Na Praça Cônego Victor, a loja Arte e Aroma já está vendendo os cartões. O comprovante é emitido sempre que for preciso,  nos pontos de vendas, basta fazer a solicitação.

O usuário contará também com a opção pelo aplicativo, de receber o comprovante. No aplicativo, que pode ser baixado no celular, é possível fazer a recarga de qualquer lugar pelo cartão de crédito. É possível também colocar crédito no app e utilizar a qualquer momento. Quando o usuário adquirir a permissão de apenas uma hora e precisar estender seu tempo de permanência, adquirindo mais uma hora, o que pode ser feito de qualquer lugar, a vaga pode continuar a ser ocupada até o tempo limite de duas horas.

Neste app é possível verificar se o tempo de permanência na vaga está acabando, pois o mesmo emite um alerta sonoro quando restar 15 minutos para que o motorista retire seu carro.

Nesta primeira fase, o estacionamento rotativo será ampliado para as Ruas Sete de Setembro, Domingos Monteiro de Rezende, Frei Caneca, Barão do Rio Branco, José Luis de Mesquita, Ítalo Tomagnini, Marechal Deodoro e São Pedro.

Do dia 1º ao dia 15 de novembro, os fiscais estarão fazendo a recarga e orientando os motoristas, mas de acordo com Coordenador Paulo Corrêa, este será o período de adaptação para que todos os usuários da Área Azul, possam conhecer a forma de utilizar o novo serviço. Uma questão importante que é extremamente importante explicar é que as motos não pagam e precisam estacionar nas vagas destinadas aos veículos de duas rodas. E está expressamente proibido utilizar as vagas destinadas aos automóveis.

Os fiscais irão percorrer as ruas e verificar se o veículo está regularmente credenciado para aquela vaga. A falta do pagamento gera de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) uma autuação, que pode se transformar em multa, caso o usuário não recorra.

A expectativa é que até o final de novembro, a Área Azul esteja totalmente ampliada, para mais oito vias da região central e com 10 fiscais atuando no rotativo.

Panfletos com orientações estão prontos e vão começar a ser distribuídos ainda esta semana.

Rua Frei Caneca é uma das vias que passa a ser Área Azul a partir de 1º de novembro

Idosos e deficientes não pagam, mas precisam ter cartão de identificação de usuário de vaga especial 

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 5% das vagas precisam ser reservadas aos idosos e deficientes. Em Três Pontas, a Divisão de Trânsito demarcou mais do que isto. Pela legislação, segundo o coordenador de Comunicação e do Sistema Único de Saúde (SUS) da APAE Nuno Augusto Alves, estes usuários poderiam até pagar pelo estacionamento nestas vagas, mas, como a administração é feita pela APAE, uma instituição filantrópica, voltada às pessoas com deficiência, a Diretoria da Instituição decidiu permanecer com a isenção. Porém, faz questão de alertar que os deficientes e idosos precisam utilizar o cartão de identificação, elaborado e emitido pela Divisão de Trânsito do Município, que é obrigatório, obedecendo ao Código Brasileiro de Trânsito. Nuno conta que mesmo assim, as vagas são como as outras, rotativas e é necessário a consciência para não ultrapassar as duas horas. “Eles também precisam lembrar que existem outras pessoas, (idosos e deficientes) que também precisam ocupar as vagas”, justificou Nuno Augusto.

Paulo Corrêa, Mayara Marchetti, Rozilda Gama e Nuno Alves

Objetivo não é punir e sim contribuir com o Município

A Área Azul começou a funcionar em Três Pontas em 2009. A Apae venceu um processo licitatório e os valores são sempre fixados através de Decretos, expedidos pela Prefeitura.

A advogada da instituição Mayara Mendonça Marchetti, elucidou que o objetivo não é punir ou multar o cidadão, e sim, proporcionar a democratização do trânsito na cidade, facilitando a vida das pessoas e contribuindo com o comércio. Consumidores sempre reclamam que vão fazer compras no Centro e não encontram vagas, justamente porque pessoas que trabalham nesta região, estacionam de manhã e só saem a noite, e quem precisa fazer algo rápido não tem vaga garantida.

Na opinião de Mayara, se não houver a atuação dos fiscais e a autuação da Guarda Municipal, no fim do ano, dificilmente o comércio não vai perder. E ela explica porque. “Existem exemplos que pessoas daqui, preferem ir à Varginha, pagar seis vezes mais caro no estacionamento do shopping, justamente pela facilidade e gastam o dinheiro fora daqui”.

A diretora da APAE Maria Rozilda Gama Reis vai além. Diz que pagar a Área Azul é ajudar a instituição que possui cerca de 573 usuários, além de realizar atendimentos, seja nos recém- nascidos, com o Teste da Orelhinha, seja através do Programa Olhar, que atende crianças nos primeiros meses de vida e identifica traços de autismo, ou nos atendimentos de pessoas com deficiência, através de uma enorme equipe multidisciplinar disponível, além dos serviços de fisioterapia à comunidade.

“A demanda por recursos da Instituição varia em cerca de R$100 a R$120 mil ao mês, e, quem colabora com a Área Azul, indiretamente está auxiliando a APAE, quem deixa de pagar o estacionamento está indiretamente deixando de ajudar uma instituição.”

O setor mais carente de dinheiro para sobreviver é na área de assistência social, setor que não recebe verba suficiente para dar conta da alta demanda, com a criação de novos programas. “Nós sempre acreditamos na Área Azul, queremos que ela se mantenha e nos ajude”, defendeu a Diretora. Por isto, ela lembra que o valor é irrisório e o motorista que ficar rodando na procura da vaga, irá gastar muito mais.

Entre as propostas, está também a de gerar emprego e provocar o aumento da renda per capita familiar. Os familiares dos apaeanos, que tem prioridade na contratação para trabalhar como fiscais da Área Azul, são selecionados e contratados com os mesmos diretos de qualquer trabalhador formal. “A gente está mais uma vez pensando na renda dos familiares dos deficientes que atendemos com competência e conhecimento ao longo destes anos aqui na Apae”, reiterou Rozilda.

Parceria Apae e Guarda Municipal é fundamental

Todas as cidades da região já tem o estacionamento rotativo, com a atuação da Guarda Civil realizando autuações, entre estas localidades está Varginha. Porém na cidade vizinha, segundo Mayara Marchetti, não ocorreu a revolta popular como em Três Pontas. Também em Varginha, quando o veículo é guinchado, o motorista tem que pagar o serviço de remoção e a diária de pelo menos um dia no pátio do Detran.

Rozilda deixa claro que a parceria com a Guarda Civil Municipal é essencial para que se cumpram às regras. O grande problema, são as pessoas que usam o serviço e não pagam. A presença dos Guardas Municipais intimida o usuário a fazer o pagamento, mas é obvio que o melhor é a conscientização. Está mais que comprovado que o trabalho deles é educar, mas eles também reprimem as infrações. Prova disso, segundo Paulo Corrêa, é que no período que a Guarda estava presente na Praça Cônego Victor, a rotatividade no local ficou em cerca de 5.4 carros por vaga ao dia. Já sem a parceria da Guarda Municipal, caiu para 3.4 carros por vaga ao dia, fato que demonstrou a importância desta parceria.

A sugestão da diretoria Rozilda Gama, é que as pessoas tentem se organizar mais, parar menos vezes e utilizar outras formas de transporte no Centro. “Nós esperamos que a comunidade seja parceira, pois ela já contribui bastante conosco, seja na contribuição mensal com os carnês, através do APAE Energia e do Bingo (com cartelas já a venda) ou com as doações. Tudo isto aliado a Área Azul, é o que nos mantém de portas abertas e os nossos serviços funcionando com excelência.

Pontos de venda de recarga da Área Azul

Arte e Aroma
Praça Cônego Victor 85

Dixitel Eletrônica
Rua: Frei Caneca 98/A
Estilo Brasil
Rua: Barão do Rio Branco 22
Papelaria Primeira Mão
Rua: Coronel Domingos Monteiro de Rezende, 21

Dodô Esportes
Praça Cônego Vitor 82

Dri Presente
Rua: Coronel Domingos Monteiros de Resende, 54

S.M Rural
Rua: São Pedro 47

X Cell
Rua Marechal Deodoro 117

Mayara Bijuterias
Rua Marechal Deodoro nº 5

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