O último levantamento do Setor de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, com os dados de vacinação da campanha contra a gripe, revelou uma baixa procura dos moradores pela vacina. A campanha teve início no dia 24 de abril e terminaria nesta sexta-feira, 1º de junho, mas foi prorrogada, até o dia 15 de junho, por causa dos protestos dos caminhoneiros.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o ministério declarou: “A recomendação do Ministério da Saúde, enviada aos gestores locais nesta terça-feira (29), foi adotada em decorrência dos possíveis impactos da paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos atendimentos em serviços de saúde”.

Em Três Pontas foram imunizados até o momento 7.641 pessoas, das 10.697 que estão aptas, o que representa 71,43% da meta.

Dos grupos prioritários, são as crianças de seis meses a menores de 5 anos que está bem abaixo da meta a ser alcançada. São 3.073 a serem imunizadas, mas apenas 1.723 procuraram os postos para se vacinarem, sendo 56,07%. “Nossa preocupação maior é em relação às crianças, pois elas não podem ir sozinhas às unidades, então queremos chamar a atenção dos pais e responsáveis que levem seus filhos aos postos de vacinação”, recomendou a coordenadora do Programa de Imunização Lara Miranda Silva.

Ela afirma que a vacina contra a gripe é uma proteção, porém, existem pessoas que temem a aplicação da dose afirmando que contraem a doença em seguida. “Muitas pessoas temem tomar a vacina dizendo que após ficam gripadas. Isso é um mito. Não há relação, pois a vacina passa a fazer efeito após 15 dias da aplicação. O que pode acontecer é a pessoa ter um quadro de resfriado, que é causado por outro tipo de vírus, ou a pessoa já estar contaminada pelo vírus, se manifestando logo após a imunização. A vacina contra a gripe é uma proteção”, afirma.

A campanha de vacinação é destinada aos grupos prioritários. Deles fazem parte: idosos, trabalhadores da área da saúde, crianças de seis meses e menores de cinco anos, gestantes, mulheres no período pós-parto, indígenas, funcionários de presídios e pessoas com doenças crônicas. Neste ano, também foram incluídos professores das redes pública e privada na lista.

De acordo com o Ministério Saúde a  vacina protege contra os subtipos do vírus influenza H1N1, H3N2 e influenza B.

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