Nesta sexta-feira, prisão de Ralf Funchal e do restante do grupo completaria um mês

 

A justiça concedeu na tarde desta quinta-feira (14), habeas corpus ao servidor municipal Ralph Duarte Funchal. Ele estava preso no Presídio de Três Pontas, no dia 15 de maio, durante a deflagração da Operação Trem Fantasma, desencadeada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, em ação conjunta com a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas. As investigações apurou desvio de dinheiro público, através de compra de peças e serviços na Prefeitura de Três Pontas.

O benefício foi concedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que emitiu o alvará de soltura. Ralph Funchal irá responder ao crime em liberdade, mas terá que cumprir algumas medidas cautelares, que não foram divulgadas.

O papel de Ralf no esquema criminoso

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, em 04 de junho, consta que Ralph ocupava cargo de confiança na administração do ex-prefeito Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias (PSD). Era Chefe de Assuntos Administrativos, uma espécie de “faz tudo”, mas sequer local de trabalho como mesa ele possuía, sendo responsável por pequenos e variados serviços de rotina. Segundo o MP, ele era ciente de todo o esquema criminoso, auxiliava a organização, em troca da sua nomeação e monitorava situações de perigo que poderiam comprometer a integridade das operações.

Em maio deste ano, quando identificou o depoimento futuro de um mecânico da Secretaria de Transportes e Obras, no Ministério Público, Ralph entrou em contato imediato com o então secretário municipal de Fazenda Roberto Barros de Andrade, a fim de que atendesse uma demanda pessoal do servidor – o adiantamento de um vale no valor de R$1 mil, feito, aliás em dinheiro, o que comprava a movimentação financeira em espécie pela organização. O objetivo era agradá-lo para que prestasse o depoimento com informações que não comprometesse o grupo criminoso. Por fim, a denúncia afirma que Roberto determinou o pagamento do vale ao servidor.

A denúncia já foi recebida e agora o processo será instruído. Os demais acusados continuam presos – o ex secretário de Transportes e Obras José Gileno Marinho, o ex-secretário de Fazenda Roberto Barros de Andrade, o ex tesoureiro Nicésio Campos Silva.

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