A Secretaria Municipal de Saúde contratou através de processo seletivo, mais 16 novos agentes de combate de endemias. O número vai proporcionar à Vigilância Ambiental capacidade para desenvolver o trabalho na forma adequada como é determinado pelo Ministério da Saúde, sendo cada imóvel visitado uma vez a cada 60 dias, como é o ideal. Os novos profissionais estão passando por treinamento prático e teórico, que deve durar cerca de quatro semanas; período necessário para que eles estejam prontos para atuar de forma individual. Aulas teóricas estão sendo ministradas no Centro Vocacional Tecnológico (CVT) pelo médico veterinário do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde Marcelo de Figueiredo Gomes e alguns profissionais vindos da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Varginha.

Os novos agentes estão em treinamento prático acompanhando os antigos nas vistorias dos imóveis no município. Após os treinamentos, a equipe será formada por um coordenador geral, 01 supervisor geral, 2 supervisores de campo e 22 agentes de combate de endemias atuando em todos os bairros do município. Embora todo o trabalho da Vigilância esteja sendo estruturado devidamente,  mesmo assim é preciso que os moradores se mobilizem e tomem atitudes, pois pesquisas apontam que 80% dos focos do mosquito estão nas residências, principalmente em seus quintais. O médico veterinário Marcelo de Figueiredo pontua que “existe uma distância entre a informação e a mobilização. Muita gente ainda não se preocupa com as consequências destas doenças que podem matar”.

Nova metodologia

A partir da chegada dos novos agentes de endemias, todos eles serão descentralizados para que o serviço seja mais eficiente e os gastos com transporte reduzidos. Atualmente todos eles passam pela Secretaria de Saúde, e a partir de lá, se deslocam para suas áreas de atuação. A Vigilância Ambiental vai direcionar os profissionais para que eles batam ponto em uma unidade de saúde mais próxima ao seu local de atuação.

Levantamento de infestação pelo Aedes aegypti não reflete mais o momento atual

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, com o Levantamento de Infestação Rápido de Aedes (Lira), apontaram que Três Pontas estava entre as 18 cidades do Sul de Minas em situação de risco de epidemias por doenças transmissíveis pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa realizada no mês de abril em Três Pontas apontou o índice de infestação de 4,4%, índice que colocava o município com alto risco de epidemia. Porém,  Marcelo esclarece que a situação não é mais tão alarmante em função da redução natural da população do Aedes aegypti nesta época do ano. Na pesquisa, todos os bairros do município apresentaram índices altos de infestação, principalmente a região dos bairros Padre Vitor, Santa Inês, Santa Edwirges e Santa Margarida. “A infestação existe, mas neste momento está bem abaixo do que foi apresentado no início do ano. Ela não nos preocupa em um curto prazo, mas quando chegar apróxima época de chuvas, provavelmente na primeira pesquisa vamos encontrar um nível alto de infestação na cidade”, vislumbra Marcelo.

Do início do ano de 2018 até o momento presente, houve 46 notificações de casos suspeitos de Dengue, sendo que apenas cinco foram confirmados. Os números são positivos, diante da epidemia vivida em 2015 e 2016, quando mais de 1.000 casos suspeitos foram notificados. Em 2017, a Vigilância Ambiental recebeu 362 notificações e foram confirmados 223  casos.

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