Três Pontas viveu uma manhã atípica nesta terça-feira (15), por conta da deflagração da Operação Trem Fantasma, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, em ação conjunta com a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas. A investigação apura a existência de eventual fraude, na execução dos contratos de fornecimento de peças e combustíveis na Prefeitura Municipal de Três Pontas.

Com apoio da Polícia Militar, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária. A sede da Prefeitura, o Almoxarifado Municipal, um posto de combustíveis e uma loja de peças estão entre os alvos. Neles foram apreendidos documentos e computadores.

Dois secretários municipais foram presos, sendo o de Transportes e Obras, José Gileno Marinho e de Fazenda Roberto Barros de Andrade. Ele também é dono de um posto de combustíveis, onde o Ministério Público cumpriu mandado de busca e apreensão. Também foram presos os servidores Francisco Henrique Araújo, Nicésio Campos Silva e Ralf Funchal. Eles foram levados para a Delegacia de Polícia Civil onde prestaram depoimento. Do lado de fora, uma multidão aguardou do lado de fora. Na saída dos cinco para o Presídio, os moradores gritaram bastante comemorando a prisão dos suspeitos. O trânsito na Praça Tristão Nogueira precisou ser fechado.

O servidor Francisco Henrique

Segundo o MP, máquinas e veículos que pertence Secretaria de Transportes e Obras, mesmo fora de uso, continuaram ao menos formalmente, recebendo peças e combustíveis, nos anos de 2017 e 2018. A suspeita é que o sistema utilizado pela Prefeitura estaria sendo adulterado, o que motivou as prisões temporárias. Na semana passada, servidores da Secretaria de Transportes e Obras foram ouvidos pela Promotoria de Justiça. A denúncia foi apresentada pelo vereador Roberto Donizetti Cardoso (Progressista).

Ações fiscais da Receita Estadual estão sendo realizadas, concomitantemente, em empresas fornecedoras de peças e combustíveis.

As 14:00 horas, a Promotoria de Justiça dará uma entrevista coletiva para explicar o assunto.

Multidão permaneceu o tempo inteiro na porta da Delegacia até a saída do último preso
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