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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), ministrou na última semana em Três Pontas um curso do SENAR para formar novos profissionais para trabalharem com o projeto Equoar, que usa a equoterapia para reabilitação de pessoas com ou sem deficiências.

Foram 32 horas de cursos, de segunda a quinta-feira no Xodó dos Pádua. A estrutura com área para as aulas e uma casa é alugada pela instituição a um ano e usada uma vez por semana, toda quarta-feira a partir das 7 horas da manhã. Atualmente a equipe multidisciplinar treinada pela Associação Brasileira de Equoterapia (Ande Brasil) conta com seis profissionais que fazem semanalmente 12 atendimentos. É um cavalo, uma terapeuta ocupacional, uma psicóloga e uma fonoaudióloga.

Desde 27 de dezembro de 2013, a Resolução número 4.102 da Secretaria Estadual de Saúde (SES), institui as ações de serviços de equoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) de Minas Gerais. O Estado reconhece que a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

As ações e serviços de equoterapia serão custeados com recursos provenientes do Fundo Estadual de Saúde, e serão acobertadas por dotação orçamentária do exercício de 2014, a ser publicada posteriormente. As instituições interessadas no credenciamento para atendimento em equoterapia no SUS (MG) deverão encaminhar projetos assistenciais para a Coordenação de Atenção a Pessoa com Deficiência nos termos de Edital, que segundo a diretora da Apae Maria Rozilda Gama Reis será publicado posteriormente.

Com isto, a Apae de Três Pontas ampliará o número de pessoas assistidas pelo programa atendendo inclusive as cidades de Santana da Vargem, Coqueiral, Boa Esperança e Ilicínea, por ser sede de micro. São 30 pessoas que passaram pelo curso do Senar que remanejou o especialista em cavalos Herculano Dutra. Se não fosse esta parceria a instituição teria que investir em torno de R$30 mil para enviar as pessoas para participar do curso. A demanda é tão grande que há uma fila de espera e quando tudo estiver pronto, 160 pessoas serão atendidas semanalmente. Muitas pessoas, inclusive da Apae acabam tendo que enfrentar estrada e buscar o tratamento em cidades vizinhas.

O tratamento não é indicado apenas para quem tem dificuldades motoras ou problemas físicos. É para crianças e adultos com problemas emocionais, de postura e cognitivos, mas a indicação deve ser bastante minuciosa. A idade segundo a terapeuta ocupacional da Apae Monna Lisa Duarte de Castro, o porte físico da criança e se não há luxação no quadril da criança é analisado. Normalmente a partir dos três anos ela pode ser atendida, mas se for indicação médica pode começar até antes. “É emocionante para nós vermos a evolução rápida e os testemunhos dos pais que dão testemunhos de que seus filhos estão obtendo resultados satisfatórios. A criança se equilibra melhor para andar, fala com mais clareza tentando se expressa o que não acontecia, nas escolas elas ficam mais calmas e há mais concentração, o que as tornarão adultos mais satisfeitos”, afirmou Monna Lisa.

Para o instrutor Herculano Dutra, o curso passa a essência e a base de como lidar com o cavalo neste trabalho, começando por saber identificar o animal apropriado, depois a sua mobilidade. “Não é qualquer cavalo que vai ser utilizado. Apesar de dele ser manso e ter bola índole, é necessário estar bem nutrido e passar por higienização antes dos atendimentos”, explicou.

A direção da Apae, em reunião com o vice prefeito e secretário de Educação Professor Érik, pediu a possibilidade da Prefeitura destinar uma área para que seja construído um Centro.

Você sabia

Cada passo do cavalo são 12 movimentos provocados no corpo da pessoa que está montada. Em um minuto, o cavalo dá 60 passos. Temos então 12 movimentos x 60 passos, um total de 720 movimentos por minutos. Em meia hora teremos 21.600 movimentos, muito além de um cadeirante. A pessoa deixa de ser paciente e se torna praticante da equoterapia. O trabalho realizado pela instituição tem o respaldo da Ande, já os profissionais foram treinados por ela.

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Pessoas que passaram pelo curso de equoterapia na última semana no Xodó dos Pádua
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