* Oposição não conseguiu votos suficientes e já no primeiro turno acabou com a polêmica que se arrasta a meses 

Não será desta vez que a Câmara de Três Pontas passará a ter votação aberta em casos específicos. Eles não abandonaram a urna que continuará sendo usado pelos vereadores.

Depois de muitas idas e vindas, o projeto enfim foi mantido na pauta da sessão de segunda-feira (30), para votação em primeiro turno. A proposta de Emenda a Lei Orgânica, foi assinada pelos vereadores Antonio Carlos de Lima, Edson Vitor Nascimento, Francisco Botrel Azarias, Francisco Fabiano Diniz Júnior, José Henrique Portugal, Joy Alberto de Souza, Vereador Paulo Vitor da Silva e Itamar Antonio Diniz. Mesmo assinado por tantos parlamentares, não havia votos suficientes para acabar com o voto secreto. A expectativa da oposição era conseguiu algum colega da base, o que não aconteceu.

No Poder Legislativo, o voto secreto é usado em Moções Aplausos, julgamento da perda de mandato para vereador, prefeito e vice, eleição dos membros da Mesa Diretora da Câmara e as polêmicas votações de veto apresentados pelo Poder Executivo.

Paulo Vitor da Silva (PP) e José Henrique Portugal (PMDB) eram os mais esperançosos em derrubar o voto secreto, tanto que ambos foram os que mais se manifestaram e tentaram convencer a base aliada. “Conseguir isto será um marco para o Poder Legislativo. Este será um ‘divisor de águas’ na história da Câmara. Todos querem saber com clareza qual é voto de quem o estão representando”, avaliou Paulinho Leiteiro. Ele ainda lembrou de outras cidades em que o voto secreto foi banido e que é desagradável ver quando o projeto, por exemplo de um vereador, é aprovado por unanimidade, mas após ser vetado pelo Executivo, o veto é mantido, porque é votação secreta.

Para José Henrique Portugal, os movimentos das ruas mostram que o povo não quer voto secreto e que os brasileiros repudiam os políticos que não mostram seus rostos e se escondem através do voto na urna. Chegou a dizer quem quer ficar na covardia, vota não.

O voto secreto preocupa Chico Botrel, sendo na visão dele, uma porta aberta para a mentira.

Paulinho fez uma emenda que no caso de cassação de mandatos, seja do Executivo ou Legislativo, seria necessário 10 votos e não 8 como é atualmente. A emenda passou, sendo contrários apenas, Sérgio Silva, Alessandra Sudério e Francisco Cougo.

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Depois de uma longa discussão, quando colocado em votação, em primeiro turno pelo presidente Luis Carlos da Silva, aprovaram a mudança apenas Paulinho, Joy Alberto, Edson (Piu), professor Popó, José Henrique, Antônio do Lázaro e Chico Botrel. Itamar estava fora do Plenário e não votou. O projeto de Resolução foi então rejeitado.

No decorrer da sessão, Paulinho voltou a afirmar que este é o pior parlamento que já fez parte.

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