A Câmara Municipal fez durante a sessão ordinária desta quinta-feira (03), uma homenagem a três trabalhadores, representando os trabalhadores e trabalhadoras de Três Pontas, em comemoração ao Dia do Trabalhador, no dia 1º de maio. Não houve cerimonial, apenas a leitura da biografia dos indicados – pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a Prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Foram agraciados com Diploma de Honra do Mérito – a funcionária da Apae Irene Costa, o servidor municipal Aguinaldo Gomes Corrêa e o trabalhador rural Ângelo André Alves. O Chefe da Divisão de Agricultura João Aleixo Ferreira Peret, representou o prefeito Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias (PSD). Dona Alexandrina de Abreu Pereira da diretoria consultiva da Apae foi até o Plenário, revelou boas histórias, as dificuldades e as alegrias ao longo de mais de 30 anos, disse que a amiga é exemplo de mulher honesta e cumpridora de seus deveres e agraciou Irene com uma medalha.

Irene Costa teve sempre o espírito solidário e contribui com as causas sociais desde o ano de 1982, atuando na Apae, como secretária, motorista, professora e atualmente é responsável pela divulgação dos eventos realizados pela instituição.

Aguinaldo Gomes Correa iniciou sua vida profissional aos 16 anos de idade, trabalhando na empresa de seu pai, o Bar do Raul. Se tornou sócio do estabelecimento, mas acabou tendo que optar entre a iniciativa privada e o serviço público, depois que foi aprovado em concurso público pela Prefeitura de Três Pontas e tomou posse em 1995. Lotado na Secretaria Municipal de Fazenda, assumiu o cargo de Chefe da Seção de IPTU até o ano 2000, quando foi nomeado Chefe de Divisão de Dívida Ativa, onde permanece até hoje.

Ângelo André Alves nasceu no Sítio Painico na zona rural de Três Pontas onde vive até hoje. Ele sempre se dedicou a Igreja de Santa Rita de Cássia, na região do Morro Vermelho e ao time do Cruzeirinho do Painico, onde jogou por um bom tempo. Ele é pelo terceiro mandato consecutivo, membro do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três Pontas e tem contribuido para que a entidade represente bem a classe trabalhadora.

O vereador Francisco Fabiano Diniz Júnior (Professor Popó – PSL) falou em nome dos vereadores e parabenizou os indicados.

Parlamentares questionam demora na reinauguração do Centro Cultural

Quem acompanhou boa parte da sessão ordinária desta semana, que foi transferida para esta quinta-feira, foi a ex vereadora Gleida Garcia Mendonça. Das cadeiras reservadas ao público, ela acompanhou as manifestações dos parlamentares no Pequeno Expediente. Enquanto um fazia seu pronunciamento, outros conversavam, saiam do Plenário e desprezava o colega. As falas começaram pelo líder do prefeito na Câmara, o vereador Antônio Carlos de Lima “Antônio do Lázaro” (PSD) que anunciou que foi feita a licitação de quatro empresas que estão recebendo incentivo do Município e vão gerar cerca de 80 empregos. Outra notícia que Antônio divulgou, foi a licitação do Matadouro Municipal, que deve ser assumido pela iniciativa privada e reabrir o serviço. Esforços também estão sendo evidenciados para a reabertura do Aeroporto Municipal.

Sérgio Eugênio Silva (PPS), comentou que a Administração gravou um vídeo nas redes sociais, informando que em 30 dias as empresas vencedoras do processo licitatório e receberam incentivo do poder municipal, já estarão gerando empregos. Ele recordou que esta previsão é ‘furada’ e é para enganar o povo trespontano. Sobre o Centro Cultural Milton Nascimento que passou por ampla reforma e revitalização, Sérgio disse que ficou muito bonito e que a Administração ainda não inaugurou, diferente do que houveram com as pracinhas. O local já está sendo utilizado e talvez a inauguração ainda não tenha acontecido, porque os recursos vieram no mandato passado do deputado estadual Mário Henrique Silva, “Caixa” (PV). O vereador terminou seu tempo na Tribuna, questionando os valores pagos pelo serviço de transporte de pacientes para outras localidades, que havia sido tercerizado. Segundo foi informado, não houve economia. Qando feito pelos funcionários custava R$23 mil e com a contratação dos taxistas foram pagos para o mesmo serviço R$39 mil, uma diferença de R$16 mil. Sérgio quer dados oficiais sobre os gastos da Secretaria de Saúde com o transporte.

O vereador Geraldo José Prado “Coelho” (PSD) bateu novamente na Secretaria de Transportes e Obras e criticou os colegas que elogiaram a pasta por fazer serviços básicos e acabam recebendo os louros. “Limpam um bairro, passam m cal, como fizeram na Avenida Ipiranga e vem vereador aqui na Tribuna dizendo que esta é a melhor secretaria. Não fez mais do que obrigação e a população precisa chorar para ter um pedido atendido”, desabafou Coelho. Antes dele falar, o vereador Luiz Flávio Floriano (PSL) havia agradecido a Secretaria por fazer a manutenção de uma estrada rural que dá acesso ao bairro Cidade Jardim. O pedido havia sido feito a mais de um ano.

Coelho agradeceu uma emenda do deputado estadual Mário “Caixa” para o Hospital São Francisco de Assis, no valor de R$400 mil. O dinheiro já foi repassado à Prefeitura que fará a transferência para a instituição nos próximos dias.

Já Roberto Donizetti Cardoso (Progressista), criticou novamente a situação das estradas. No Morro Vermelho, o prefeito Luiz Roberto teria feito muitas promessas de que a estrada seria prioridade, mas, segundo Robertinho, a realidade está bastante diferente.

Projeto para pagar horas extras gera bate boca

A pauta tinha seis projetos, três deles foram votados primeiros com a inversão da Ordem do Dia, porque se tratava de nomes de ruas e praça sendo elas: Ruas Maria Helena de Carvalho Brito e Celina Scalioni Reis, ambas no Residencial Santa Tereza II e Praça José Máximo dos Santos “Zé Roxo” que fica no cruzamento das Ruas Ítalo Duarte, Dr. Potiguar Veiga, Astolfo Ferreira de Brito e Avenida Juscelino Kubitschek. As propostas foram aprovadas e são dos vereadores Flavão e do presidente da Casa Luis Carlos da Silva (PPS).

O Poder Executivo conseguiu aprovar o projeto, que autoriza a locação de um galpão que tenha 100 metros quadrados e através de licitação, destine a empresas que queiram expandir suas atividades. O valor do aluguel é de no máximo R$1,5 mil e a beneficiária terá que gerar no mínimo 12 empregos. A discussão na semana passada foi depois que o vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB) queria em uma emenda, diminuir a obrigatoriedade de 12 para três empregos, mas a proposta não passou. Quando o projeto já ia para ser votado, o Professor Popó fez outra emenda, determinando que dos empregos gerados, 10% das vagas sejam reservadas aos jovens aprendizes. Ele defendeu a medida e disse que a intenção é que todas as empresas que receberam incentivo do Município tenham esta obrigatoriedade. A emenda foi também aprovada por todos os legisladores.

Do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) foi aprovado uma abertura de crédito adicional especial no valor de R$73 mil, para que a autarquia contrate uma empresa que faça o serviço de hidrojateamento nas redes de esgoto do Município.

A discussão e bate boca aconteceu durante a votação do projeto que abre crédito no Orçamento para destinar R$18 mil ao pagamento de horas extras aos profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social, em caso de urgência.

A oposição criticou o projeto que não apresentou os motivos para quem vai o dinheiro e quais profissionais irão receber, como eles haviam solicitado. Érik dos Reis lembrou que o índice de gasto com pessoal, ou seja, a folha de pagamento já estourou. A medida poderia ser tomada sem passar pela Câmara, que se torna co-responsável com coisas erradas e o vereador tucano, por isto, antecipou voto contrário.

O mesmo fez Sérgio Silva. Na Comissão deu parecer favorável, mas no Plenário onde alguns votam politicamente, ele acrescentou que o Poder Executivo pode suplementar até 10% do Orçamento e que não iria assumir esta responsabilidade. Ele anunciou que a Policlínica será fechada, relembrou problemas que a Administração tem enfrentado e criticou a postura de colegas. Robertinho também não concordou com o projeto, apesar de ter recebido resposta da Secretaria de Assistência Social que não o convenceu.

Antônio do Lázaro justificou que o dinheiro seria para pagar horas extras de profissionais que trabalham na Casa Lar e precisam pernoitar com crianças por determinação da justiça. Ele desabafou na Tribuna, dizendo que na atual Administração não existe perseguição e desmentiu o colega de bancada, dizendo que a Policlínica será transferida para o Posto de Saúde que está pronto a anos e foi construído as margens do Córrego que corta a Avenida Zé Lagoa. A Secretaria de Assistência Social será transferida para o prédio da Policlínica depois de passar por reformas, por questão de economia.

Antônio, Sérgio e Érik bateram boca comparando as administrações de Paulo Luis Rabello e Dr. Luiz Roberto e Antônio que foi quem mais perdeu a linha e chegou a dar tapas na Tribuna, teve que se retratar pedindo desculpas, quando chamou a gestão anterior de mentirosa. Érik informou que existem muitos funcionários que tem mil horas extras para receber e não são pagas. Rebatendo o que Antônio disse que não há perseguição no atual Governo, Robertinho e Sérgio responderam que podem citar vários exemplos de profissionais que sofrem, inclusive com desvio de função por não comungar com as ideias da Administração. Antônio até se redimiu, mas disse que tudo que falou era verdade.

Coelho saiu em defesa da aprovação do projeto. Ele não vê irregularidade, entende que o serviço não pode parar, a população não pode pagar por brigas políticas e é preciso ter bom senso. “Então não vamos votar aqui e deixar a Casa Lar fechar”.

Se a oposição já não queria votar por falta de informações, a dúvida aumentou quando a vereadora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT) disse que tinha conversado durante o dia com a secretária de Assistência Social Iara Dias e ela afirmado que o dinheiro seria para pagar horas extras de servidores da secretaria quando algum estiver de férias. “Hora nenhuma fala no projeto que se trata de funcionário da Casa Lar. Eu estive com a secretária e ela me informou isto. Agora, o colega me traz esta informação…”, questionou a parlamentar.

O presidente da Câmara Luisinho foi até a Tribuna e elencou os assuntos que foram abordados, que não tem nada a ver com a proposta que estava em discussão. Pediu que os parlamentares criassem juízo e tivesse respeito com os gestores e com os colegas. Depois de por fim a polêmica, em votação o projeto foi aprovado com os votos contrários da oposição, Érik, Marlene, Sérgio e Robertinho.

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