A questão do recesso anunciado pela Secretaria Municipal de Educação nos Centros Municipais de Educação Infantil ainda gera polêmica, as vésperas do período em que as crianças que são atendidas pelas creches vão ficar em casa.

Reuniões foram feitas com pais, responsáveis e servidores comunicando que pela primeira vez os Centros terão dias de recesso, com orientações e justificativas do psicólogo Luciano Virginio de Castro que havia sugerido ao Poder Executivo. O objetivo é fazer com que assim como estudantes tem dois períodos de férias, em julho e em dezembro, meninos e meninas abaixo de três anos também necessitam de ter um estimulo maior a convivência familiar. As creches fechariam no dia 13 de dezembro e só voltaria no dia 06 de janeiro.

Empresários recorreram a Associação Comercial e Agro Industrial (ACAI-TP), o presidente Michel Renan Simão Castro entrou em ação e foi ao Executivo. O pedido inicialmente era a paralisação no atendimento não acontecesse, já que as empresas já tinham suas programações e, com tantos funcionários dependendo dos atendimentos das creches as conseqüências seriam enormes. Mesmo porque seria preciso pelo menos um ano para que uma agenda fosse feita, ajustando tudo ao atendimento dos Centros. Para que houvesse férias coletivas através do Sindicato, de maneira legal seria necessário o comunicado com 60 dias de antecedência, o que neste momento não haveria mais prazo hábil. “O nosso pedido teve o objetivo de amenizar os prejuízos, porém, não vai resolver o problema”, disse o presidente da Associação Michel Renan. Sobre o assunto, ele falou três vezes com o próprio prefeito Paulo Luis Rabello (PPS). Sempre bem atendido, o que ele faz questão de destacar, inicialmente o gestor disse que estudaria rever o recesso. Posteriormente, por telefone, que não seria possível cancelar todo o recesso, mas algo paliativo seria feito. Duas sugestões foram dadas à Prefeitura. Que fosse protelasse por sete dias, ou então, que metade das creches funcionasse normal e as outras fossem paralisadas. Numa segunda reunião, Paulo Luis informou que não havia como atender ao pedido de não ter a paralisação, porém, poderia ser protelado o período por sete dias e que o funcionamento estaria sendo feito por estagiários e outros profissionais.

Michel revela que ficou surpreso quando viu a reportagem no site da equipepositiva.com em que o vice prefeito e secretário de Educação Érik dos Reis Roberto (PSDB), informou que a semana em que o recesso foi cancelado agora em dezembro, seria compensada em janeiro, de 06 a 13. “Não foi este o nosso combinado e o nosso pedido em nada foi atendido”, repudia o líder empresarial. Ele reforça que se vier a ter a paralisação neste período todo, muitas empresas não vão ter como cumprir seus contratos o que traz um prejuízo enorme aos caixas das empresas, enfatiza Michel.

Ao ver a divulgação da reportagem, ligou imediatamente novamente ao prefeito que manteve sua palavra, de que estava mantido a volta do funcionamento das creches para o dia 06 de janeiro e não o dia 14 com disse o secretário. Paulo teria contado a Michel que devido a vários problemas de ordem administrativa poderá haver a mudança como anunciado pela Secretaria de Educação.

“Nossa cidade vive um momento crítico, a exemplo da turbulência que todo o país passa, agravado no Sul de Minas pela crise do café. Fui eleitor do Paulo Luis nas três vezes que se candidatou, justamente por acreditar que ele é um homem de palavra, e que não vai voltar atrás no que fala. Tenho absoluta certeza de que ele vai encontrar uma solução e reduzir o período de recesso. Caso o funcionamento não volte no dia 06, o prejuízo será enorme. Onde as mães vão deixar seus filhos?, questionou. (Denis Pereira – A Voz da Notícia)

 

Michel Renan disse que notícia dada pelo secretário de Educação Érik dos Reis não foi o combinado
Michel Renan disse que notícia dada pelo secretário de Educação Érik dos Reis não foi o combinado

*Segundo o presidente da ACAI, (foto a esquerda)trocar uma semana de recesso de dezembro para janeiro não soluciona problemas, que vai acarretar prejuízos às empresas

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