* Das terras que estão sendo utilizadas na manutenção das estradas rurais, aos aviões de pousam e decolam no céu de Três Pontas do Aeroporto Municipal, assuntos apimentaram o começo e o fim da reunião semanal dos vereadores

O Pequeno e o Grande Expediente das sessões da Câmara Municipal de Três Pontas servem para prestar contas, parabenizar e fazer uma média, com quem quer que seja. Para a oposição, é o espaço que eles tem para detonarem ou fazerem comentários que geram polêmica. Vira e mexe isto acontece e acaba mexendo ou dando uma apimentada nos discursos de toda a reunião.

Não foi diferente nesta segunda-feira (24). Os assuntos que abriram, no Pequeno, fecharam os pronunciamentos dos vereadores no Grande Expediente.

Sempre o primeiro da fila, o vereador José Henrique Portugal (PMDB), disse que esteve no fim de semana na cidade de Campanha e lá soube que a Câmara e Prefeitura lançaram o Programa do Refis Tributário. Portugal tentou mas sua proposta naufragou quando o Veto voltou à Câmara e a maioria manteve a decisão do Executivo, de tirar multas e juros dos impostos daqueles que estão em débito com a fazenda pública municipal.

Depois, gastou o restante do seu tempo para cobrar, exigindo que se cumpra uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que determina que os Municípios precisam cobrar dos Cartórios o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, o chamado ISSQN. De acordo com José Henrique, a cobrança nunca foi feita, e os valores que eles teriam que pagar se comparam ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), sendo que nada vai sair do bolso do contribuinte trespontano. “Trata-se de ato administrativo tributário vinculado, ou seja, a Administração é obrigada a fazer a cobrança, de acordo com acórdão de 2013” fortaleceu a justificativa.

Já Alessandra Vitar Sudério Penha e Valéria Evangelista Oliveira ambas do PPS, destacaram a inauguração do Ginásio Poliesportivo Aureliano Chaves de Mendonça e a abertura oficial da 25ª edição da Copa Futsal do Trabalhador, realizada na sexta-feira (14).

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), abordou vários assuntos. Entre eles que foi aprovado pela Câmara recentemente um montante de R$200 mil para pagar férias prêmios dos servidores, porém, Antônio disse que não são de todos. Alguns funcionários já receberam 4 e até 5. Outros que estão doentes ou afastados não estão tendo o mesmo tratamento.

Já que a dupla de vereadoras falaram da Copa do Trabalhador, ele também não deixou escapar a cobrança de R$150 na taxa de inscrição, que avalia sacrificar empresas e atletas.

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Mas o que chamou a atenção mesmo vindo de Antônio do Lázaro (foto usando a Tribuna), foi da acusação que ele fez de que o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), estaria usando da Prefeitura para beneficiar aliados e futuros parceiros políticos. Para Antônio, enquanto a Administração não faz nada no Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, os moradores do Morro Vermelho recebem as benfeitorias, porque o gestor teria a intenção de lançar ou apoiar pelo menos dois ou três candidatos a candidatos nas Eleições municipais de 2016. Um dos pontos que para o vereador demonstra a falta de conhecimento da equipe do atual prefeito, é que estão colocando terra para fazer a manutenção das estradas rurais vicinais, colocando motoristas e passageiros em risco de acidentes, quando deveria ser aplicado cascalho.

Combatendo a fala do vereador Chico do bairro Santana que enalteceu que agora o bairro está recebendo atenção da Secretaria de Transportes e Obras e da gestão como um todo, Antônio quis ‘refrescar a memória’ do colega, citando como uma das conquistas da gestão anterior, a construção do Centro Municipal Dona Anita.

Chico Cougo voltou no Grande Expediente para chamar de irresponsável a ex-prefeita Luciana Mendonça por ter construído o prédio na cabeceira do Aeroporto Municipal. De então, ela vinha recebendo ofícios da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC). Ele tem na memória dois acidentes de aeronaves que caíram bem perto de onde hoje as crianças são atendidas. O último em 1988, está registrado em fotos. Logo em seguida, o Aeroporto foi desativado pelo ex-prefeito Carlos Mesquita e reaberto na Administração da ex prefeita Adriene Barbosa de Faria Andrade, quando segundo Chico do Santana ela havia prometido durante a campanha política, abrir ruas ligando o bairro ao restante da cidade, facilitando a vida dos moradores.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS) também entrou no assunto e, ainda no Pequeno Expediente disse que tomara que não, mas que acidentes podem acontecer. Por isto, talvez tenha que se escolher entre a Creche e o Aeroporto. Sérgio tem a mesma opinião quanto a irresponsabilidade da ex-prefeita, pois ele também acredita que ela devia ter escolhido outro local, no bairro mesmo, para edificar o Centro Municipal.

 

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