*Segundo a diretoria, Luiz Roberto distorceu informações durante entrevista concedida à imprensa para anunciar cancelamento do Carnaval

A diretoria da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis manifestou seu repúdio veemente às declarações distorcidas proferidas pelo prefeito Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias (PSD), durante entrevista, em que foi anunciado o cancelamento do Carnaval 2018, atendendo a recomendação feita pelo Ministério Público.

Membros da direção da Santa Casa, tentaram entregar o ofício diretamente ao gestor municipal, mas ele não teve espaço na agenda, segundo a diretoria.

No fim do expediente, o documento destinado ao prefeito Luiz Roberto que foi entregue também à imprensa foi protocolado na Procuradoria Geral as 17h50. Nele está explícito a insatisfação e na visão dos gestores do Hospital que a Administração quer se promover diante a população, mas por apenas refazer um repasse, o que afigura uma apropriação, mesmo que somente para sua satisfação.

“O nosso objetivo é colaborar. O ano passado já houve alguns mal entendidos, que a gente não gostaria de ter. Nós entendemos que não deveria haver este embate que não é salutar a ninguém. Viemos até aqui, pensando que o prefeito estaria para a gente conversar. Vamos agendar uma reunião para que a gente coloque o que está acontecendo”, disse o provedor Michel Renan.

O vice provedor Wilson Ferreira Júnior comentou sobre o déficit anual provocado pela Prefeitura de Três Pontas, calculado em R$500 mil e lembrou que o Hospital tem vivido de doações. Ele pede que as pessoas cobrem o Estado de Minas Gerais a dívida que está em mais de R$2,7 milhões. “Se a gente não receber este dinheiro que é direito nosso, vai ficar difícil”, alertou Wilson.

O ofício esclarece que os recursos oriundos do SUS, Pró Hosp, Rede Resposta e outras transferências federais e ou estaduais, são repassados pela Prefeitura, somente por se tratar de gestão plena, obrigatoriamente repassado ao município e em seguida destinado a quem por direito, sendo neste caso, a Santa Casa, que é prestadora do serviço.

Em relação às emendas parlamentares, estas são destinadas ao município e não ao seu gestor e, a Santa Casa, acredita que devido ao cunho e caráter social nobre, a Santa Casa foi indicada.

Sobre a Gestão Compartilhada, o ofício afirma que naquele contexto, foi uma imprudência, pois oi próprio nome reflete a propriedade – Pronto Atendimento Municipal (PAM), por óbvio, contabilizar os recursos destinados aos atendimentos no PAM, com sendo em favor do hospital, o que na análise da diretoria, conota má fé diante da população.

Já em respeito aos valores pagos pela subvenção, os diretores ficam tranqüilos em comentar, pois anteriormente era uma questão obscura e agora posto de uma maneira transparente: prestou o serviço, paga-se.

A respeito da alegação que Luiz Roberto fez que a Santa Casa recebeu em 2017, o valor de R$14.338.592,37, resta saber se este valor é oriundo de receitas apenas da Prefeitura de Três Pontas, pois na maneira posta, traz dúvidas e confundem o cidadão, pois destes recursos, apenas R$1.510.000,00 é oriundo da subvenção municipal, a qual já restou demonstrado sua insuficiência para arcar com despesas do município para o Hospital São Francisco de Assis.

Na terça-feira (30), foi feita a prestação de contas e todos puderam ver a realidade da entidade, não precisando mentir ou alterar dados, pois as ações são transparentes e com o único intuito de manter a Santa Casa aberta e atendendo aos pacientes com excelência.

“É de responsabilidade da direção, cercar de inúmeros cuidados, não podendo colocar a instituição em possível descrédito, pois tudo que ela sofrer, será refletido diretamente nos moradores, pois toda a diretoria e irmandade trabalham arduamente e de forma voluntária, para colocá-la em seu devido lugar de destaque”, assinaram o ofício datado em 1º de fevereiro.

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