*Polícia recuperou até agora 42 aparelhos em que IMEI’s foram informados. Acusados de receptação podem pegar de 1 a 4 anos

A Polícia Civil de Três Pontas continua desencadeando a Operação Fim da Linha, que visa identificar e recuperar telefones celulares produtos de furtos e roubos. Como anunciado desde o início que ela seria constante, a polícia intimou 16 pessoas para prestarem depoimento nesta quinta-feira (23), em mais uma etapa da operação.

Elas foram identificadas depois que os aparelhos foram rastreados através dos IMEI’s, uma espécie de chassi que todos os aparelhos possuem. Todos prestaram depoimentos e, deram informações de como adquiriram os telefones.

A equipe da PC se desdobrou durante todo o dia para dar conta de colher todos os depoimentos. Ao todo 12 celulares foram apreendidos. Alguns deles chegam a custar aproximadamente R$1 mil e estão em perfeito estado de conservação.

Ainda segundo a polícia, três lojas estão sendo investigadas por adquirirem telefones furtados. Os comerciantes geralmente compram para retirar as peças. Todos responderão pelo crime de receptação, cuja pena varia de 1 a 4 anos de prisão. A Polícia Civil deixa claro que a pena de quem furta é a mesma de receptadores, aqueles que adquirem produtos furtados ou roubados.

Celulares roubados são vendidos pela internet

Delegacia de Polícia Civil ficou movimentada o dia todo. Equipe se desdobrou para ouvir os intimados

Celulares produtos de furtos e roubos são vendidos livremente pela internet. Em alguns grupos ou páginas não demora muito para encontrar preços tentadores. Muitas das vezes, os valores estão abaixo do mercado e faz com que o negócio seja fechado rapidamente.

É o que aconteceu com um operador de máquinas, que preferiu não divulgar seu nome, mas contou que comprou o telefone pelo facebook. Há seis meses o rapaz viu a propaganda, chamou pelo dono, negociou e efetuou a compra por R$200, sem exigir a nota fiscal. Quando foi intimado para comparecer na Delegacia nem imaginava do que se tratava. E ao ser informado por um policial, levou um susto enorme. Ele lamentou o prejuízo e a passagem que passa a ter na polícia a partir de agora. “Que isto sirva de alerta às outras pessoas para nunca comprar as coisas assim como eu fiz”, relatou.

A história de um trabalhador autônomo também chama a atenção. A surpresa foi ainda maior, porque ele imaginava ter sido chamado porque seu telefone foi roubado em julho. Mas, quando apresentou a intimação soube que o celular que comprou posteriormente era produto de furto. “Eu estava assentado na Praça da Igreja, quando chegaram dois rapazes, um deles armado com uma faca exigindo o celular. Eu apenas entreguei e tive que comprar outro”. O telefone dele também foi comprado pela rede social e pago o valor compatível ao que vale – R$500. Depois de conversar com o rapaz que fazia a venda, combinou de concretizarem a negociação na Praça Tristão Nogueira, mas teria sido a esposa quem foi ao seu encontro.

Crimes preocupam

De janeiro a novembro foram registrados 215 furtos e roubos, número alto considerado alto, segundo as autoridades policiais. Em apenas 87, as vítimas informaram o IMEI e a metade dos aparelhos, ao todo 43, foram recuperados. A orientação da PC é que mesmo após o registro do BO, a vítima deve procurar a Delegacia para complementar os dados. Com a Operação, a Polícia Civil espera prender os suspeitos destes crimes.

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