Paulinho voltou ao caso ETE depois de ver reportagem publicada pela Equipe Positiva, que mostra que a unidade de tratamento de esgoto está em funcionamento em Santana da Vargem

O Pequeno Expediente trouxe temas e assuntos importantes, alguns que já geraram debates e discussões calorosas.

Antes é preciso registrar que o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), teve seu pedido atendido pelo presidente da Câmara Sérgio Eugênio Silva (PPS), com o envio de gastos com diárias do vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), de janeiro de 2013 a agosto de 2014. Isto aconteceu, depois que o prefeito Paulo Luis foi denunciado por Antônio do Lázaro por usar de veículo oficial para viagem a encontro político eleitoral e o uso de caminhão pipa para abastecer a obra de construção das casas do Programa Minha Casa Minha Vida.

O vice presidente Luis Carlos da Silva (PPS), lembrou da necessidade da construção das faixas elevadas de pedestres. Como exemplo, citou a Rua José Delfino. Ao verificar o porque da demora, soube que uma licitação foi bloqueada por uma ação que está sendo movida na justiça. Luisinho mostrou tristeza já que é difícil conseguir as verbas. O vice presidente ainda não sabe porque está bloqueado, mas espera que não seja nenhuma manobra, já que muitas ruas ganharão melhorias.

O vereador Paulo Vitor da Silva (PP), começou falando em tom sereno, bem diferente da forma que terminou na semana passada, em um grande embate com trocas de acusações políticas e pessoais no fim da reunião da semana passada, com Sérgio Silva seu maior algoz.

Demonstrando indignação e tristeza, ele comentou a reportagem publicada no site da Equipe Positiva, que Santana da Vargem já tem o seu tratamento de esgoto que já deixou de lançar o esgoto in natura nos mananciais e receptores, de acordo com os padrões ambientais exigidos. “Enquanto isto, Três Pontas vai ficar para trás, quando deveria caminhar para frente, junto com Santana, Campos Gerais e Nepomuceno”, esclarece.  A lamentação é porque o Município teria perdido recursos a fundo perdido (ou seja sem a necessidade de contra partida) na ordem de cerca de R$15 milhões para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O processo não foi concluído no mandato passado e, coube a nova Administração dar prosseguimento aos trâmites legais. Diante da perda, uma Comissão Especial de Investigação (CEI). Vereadores fizeram levantamentos e encaminharam um enorme relatório ao Ministério Público. Paulinho espera que providências sejam tomadas.

O outro não poderia ser diferente. Em resposta ao empecilho criado pelo presidente da Câmara Sérgio Silva ao pronunciamento dele, Paulo Vitor o chamou de autoritário e arrogante.

Agradecendo a imprensa por ter noticiado o caso, Paulinho contou que pediu uma ‘aparte’ na fala do colega Geraldo Messias que não foi concedida, porém, o tempo dele falar já havia terminado.

Diante da frase que Sérgio soltou após a sessão, de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, Paulinho que já foi presidente e lembrou que há na Casa outros dois vereadores que ocuparem a Presidência (José Henrique e Luis Carlos), quando se está chefe de alguma coisa, está para servir, assim entende. “Quem é que manda? O presidente? A mesa é soberana?

Por isto é que estava trazendo a sua indignação, já que na visão de Paulinho quem manda é o povo a quem os vereadores são subordinados. Nos 14 anos de vereança, não tinha visto tanto autoritarismo e arrogância, declarou.

O vereador Francisco Botrel Azarias (PT) registrou que ele e Edson Vitor (PMN) fizeram uma visita no Jardim Esmeraldas onde estão sendo construídas as 316 casas do Programa Minha Casa Minha Vida. Chico Botrel pode conferir mais uma vez a qualidade e organização nas edificações. Lá, soube que 38% do empreendimento está pronto e deve ser entregue no primeiro semestre de 2015. “As pessoas veem as casas levantadas, com alvenaria pronta e acham que está tudo pronto. Ainda faltam a construção da rede pluvial e o asfaltamento. Gostaria de deixar claro que o maior problema social não é construir todas as casas numa localidade só, mas sim deixar famílias sem moradias”, explanou Botrel.

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), continua com a tonalidade de cobranças ao Poder Executivo. Comentando declarações feitas na última segunda-feira (08), de que a Administração passada teria deixado a frota sucateada, Antônio registrou fatos que aconteceram no atual mandato. “Uma Patrol foi estragada por um funcionário, provavelmente que está no cargo para pagar favores políticos. Uma retroescavadeira afundou em uma represa na zona rural e por último, talvez seja o mesmo funcionário, que estava colocando óleo errado nas máquinas. “Ninguém é punido e é o povo que tem que pagar a conta”, criticou.

Com o término do Pequeno Expediente, Sérgio Silva deu sua versão à desavença com Paulinho. Esclareceu que o fato se deu após a sessão e que desde o início do seu mandato busca cumprir o Regimento Interno da Casa.

O presidente disse que o colega já havia se manifestado por cerca de 20 minutos. Em seguida veio Antônio do Lázaro e Geraldo Messias. Para ele, seus atos nunca foram de arrogância, mas de parceria, de todos na Casa. Por isto, declarou que considera todos amigos. Depois, retratou que são alguns, mas não todos.

Esclareceu que o tempo já havia de Geraldo já havia terminado, mas que ele falaria por mais um minuto. Sensato, Geraldo Messias não permitiu o ‘a parte’, mas que Paulinho já estava inscrito o primeiro para o Grande Expediente desta semana. Ele terminou fazendo uma defesa pessoal. “Sempre fui cumpridor de meus compromissos e dos votos que tive. Sou incorruptível, jamais fiz acordo para me beneficiar. Graças a Deus está terminando o meu mandato de presidente.  Fico chocado com isto, ser chamado de arrogante. Fui execrado, humilhado, chamado de pau mandado e eu respondi em tom de brincadeira ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’. Ao falar que a Câmara está uma bagunça atacou a todos inclusive aos funcionários”, se defendeu.

O vice presidente Luis Carlos, anunciou em seguida que uma decisão da Mesa Diretora obriga o vereador a se inscrever no Grande Expediente antes da sessão começar. A decisão é válida até janeiro quando termina o mandato Legislativo.

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