Os investimentos que a Câmara Municipal de Três Pontas precisa fazer para dar continuidade a Escola do Legislativo Maria Rogéria de Mesquita e o Parlamento Jovem de Minas em 2017, não foi unanimidade na sessão ordinária desta segunda-feira (24).

Houve divergências e a polêmica partiu do vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), que questionou o “gasto”, apesar de até hoje este marco histórico no Legislativo inaugurado há dois anos não recebe um centavo sequer dos cofres públicos. A reação foi imediata do vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS) e da vereadora secretária da Mesa Valéria Evangelista, que é a atual presidente da Escola do Legislativo.

O problema apontado pelo presidente da Câmara Luis Carlos da Silva (PPS), é que os vereadores não entenderam que o projeto em si, é apenas uma mudança na Resolução número 006 de 06 de outubro de 2014, que criou a Escola. Da forma que está, apenas a contratação de terceiros, por exemplo, de profissionais para ministrar palestras e cursos aos estudantes e jovens. A intenção é ampliar isto para que a Câmara possa viabilizar também com as verbas orçamentárias, materiais de consumo e despesas de locomoção que eventualmente se façam necessárias para a execução dos projetos. O valor que está orçado hoje é R$50 mil, mas por questões burocráticas de quando o projeto foi aprovado nada foi gasto. O que deve ser aprovado para 2017 é R$25 mil, mas isto não significa que tudo será destinado à Escola e o Parlamento, é apenas uma autorização.

A presidente Valéria Evangelista nunca escondeu as dificuldades que enfrentou durante estes dois anos. A principal delas é custear o transporte e as despesas dos alunos para a etapa regional e estadual. Ao defender a permanência do projeto, ela revelou que já ouviu de muita gente que a Escola deve acabar. Porém, em outra vertente as pessoas pedem a formação da cidadania e uma consciência política maior daqueles que serão no futuro os representantes do povo. “A gente quer é que o próximo vereador ou vereadora que vai assumir a presidência não tenha tantas dificuldades como tivemos e enfrentamos”, defendeu.

dsc01604Isto tudo surgiu depois que o vereador Antônio do Lázaro se posicionou contrário e causou indignação nos colegas. A alegação é da situação que o Município se encontra financeiramente e citou problemas na saúde. Antônio disse que tem tentado marcar exames e procedimentos na Secretaria Municipal de Saúde há nove meses, mas não tem conseguido por causa da fila.

Sérgio Silva disse que “sentiu” ouvir as declarações do colega e condenou o voto contrário. Fez uma sugestão para que o trabalho de preparar os jovens para o futuro continue. Retirar dos gastos das diárias 50% do valor para ser transferido para a manutenção da Escola do Legislativo. Virando para o público que acompanhava a sessão, o líder do prefeito Paulo Luis Rabello na Câmara disse que na saúde a partir do ano que vem não haverá problemas. Apesar da atual Administração investir 37% do Orçamento por ano, a partir do próximo mandato será 100%, opinou Serjão.

Valerinha explicou que a Câmara tem seu próprio Orçamento e que dinheiro da saúde é da saúde, da Escola vem do Poder Legislativo. “Ninguém vai pegar o dinheiro e por na saúde porque não é dinheiro da Prefeitura”, informou a presidente.

O presidente Luis Carlos deixou a presidência para usar a Tribuna e explicar que não existe na proposta ainda o valor de R$50 mil, como havia mencionado Antônio do Lázaro. A mudança que está sendo pedida é ampliando as possibilidades de investimentos na Escola. Por achar que os vereadores não havia entendido a proposta, mesmo depois dela passar pelas Comissões Técnicas, irritado, Luisinho voltou à cadeira de presidente e retirou o projeto da pauta de votações.

dsc01596ESCOLA DO LEGISLATIVO Marco na história da educação cidadã

A Escola do Legislativo Maria Rogéria de Mesquita de Três Pontas, foi a 108ª inaugurada no Brasil em dezembro de 2014, e é um programa especial de cidadania, voltado para crianças e jovens. De iniciativa da vereadora Valéria Evangelista, o projeto conta atualmente com uma média de 35 estudantes do ensino médio de todos os estabelecimentos educacionais públicos e privados do Município. Além da presidente, o procurador da Câmara Dr. Guilherme Ribeiro Oliveira e o assessor Carlos Henrique Castro completam a equipe que conduz as ações deste projeto que foi pioneiro na região. Tanto é que Três Pontas se tornou polo de Santana da Vargem, Três Corações e Varginha.

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