Os vereadores da Câmara Municipal de Três Pontas não estenderam a sessão ordinária desta segunda-feira (08). Um dia após as Eleições, os parlamentares comentaram a decisão tomada nas urnas, parabenizaram os eleitos e reeleitos e mencionaram as mudanças que haverão a partir do próximo ano na política.

Estes assuntos abordados no Pequeno Expediente, foram após desentendimento de alguns quanto a ordem de inscrição para usar a Tribuna. É que o vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD) chegou instantes antes da reunião começar, mas se esqueceu de se inscrever. Como Sérgio Eugênio Silva (PPS), estava na lista ele reclamou mais uma vez, já que ao iniciar a sessão ninguém mais pode assinar.

Falando em Eleições, este foi o assunto abordado pelo vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB). Ele orientou que as pessoas podem defender seus candidatos sem atacar os outros e que os eleitores precisam ter a consciência de que quem escolher Jair Bolsonaro (PSL) para presidente não é anti Fernando Haddad (PT) e assim vice e versa.

Já Roberto Donizetti Cardoso (Progressista) também comentou sobre o pleito deste domingo. Disse que na política é assim: “uns ficam felizes, outros tristes, uns ganham outros perdem”. Robertinho parabenizou o deputado estadual trespontano Mário Henrique “Caixa” (PV) e o deputado federal Diego Andrade (PSD) que continuam majoritários em Três Pontas, mas perderam votos na cidade e no Estado. Na opinião dele, o povo quis mudança e não reelegeu Dilzon Melo (estadual – PTB), Dâmina Pereira (federal – Podemos). “Isto faz parte do jogo, ganhar e perder. Daqui a pouco chega a Eleição municipal”, alertou.

Geraldo “Coelho” comentou sobre a votação de Diego Andrade e sua reeleição. Parabenizou pela sua votação e felicitou Mário “Caixa”, mesmo não votando nele. O parlamentar revelou como votou, citando de deputado federal até presidente. Sobre o segundo turno, ainda não escolheu seu presidente, já que como antecipou ele votou em Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno.

Coelho agradeceu o trabalho que está sendo feito pela Secretaria de Obras na comunidade das Bananeiras, onde a água da chuva que escorria da estrada vicinal invadia uma residência. Ele já havia pedido no mandato anterior, mas, não foi atendido e um casal em uma das chuvas perdeu muita coisa dentro de casa.

No Pontalete, onde o vereador diz ter visitado na semana passada e ouvido reclamações dos moradores quanto a falta de manutenção no Distrito, Coelho informou que a Secretaria já está resolvendo o problema.

O vereador e secretário da Mesa Diretora Maycon Douglas Vitor Machado (PDT), cobrou resposta da Secretaria de Prefeitura, quanto ao estudo que solicitou para a instalação de uma faixa elevada de pedestre na Rua Regina Célia Vicentini, próximo da Escola Estadual Marieta Castro. Maycon quer uma resposta urgente, já que fez esta cobrança algumas vezes na Tribuna, ainda não obteve sucesso e o local é muito movimentado e alguns acidentes já foram registrado pela Polícia Militar no local.

Ele terminou comentando sobre a operação tapa buracos que está sendo realizada e orientou que nas ruas Francisco Veloso Filho e Regina Célia Vicentini há alguns buracos enormes que precisam ser tapados com urgência.

PROJETOS 

Os vereadores tiveram três itens na pauta de votações e poucas discussões em torno deles. O primeiro altera uma lei aprovada em fevereiro de 2014, que doou uma área para a construção de um posto de combustíveis à empresa N.S. Comércio de Combustíveis Ltda. A mudança estende o prazo para a construção do imóvel, de 48 para 72 meses. Apenas neste é que alguns comentaram a importância do incentivo a geração de emprego na cidade. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Os vereadores entenderam o Veto parcial, que o Poder Executivo fez ao projeto que determinou que os loteamentos a serem liberados terão que construir as calçadas, para garantir a segurança dos pedestres. O projeto assinado pelo vereador Francisco Fabiano Diniz Júnior (Professor Popó – Podemos), foi aprovado no início de setembro deste ano.

O Veto feito determina que esta exigência seja apenas para os novos loteamentos a serem aprovados. Popó não concordou e votou contra, mas foi o único.

Hino do Centenário agora é o Hino Oficial

Sem discussões, o Plenário aprovou do Executivo, o projeto que instituiu o Hino Oficial do Município de Três Pontas. Ele é o Hino do Centenário da cidade, de composição dos trespontanos Francisco Ribeiro Veiga e José Gileno Tiso Veiga.

Seu Francisco Ribeiro Veiga é pai de numerosa família de músicos, tendo sido casado com Walda Tiso Veiga. Seu filho, Gileno Tiso, atuou como professor e diretor durante vários anos no Conservatório Municipal de Música Heitor Vila Lobos, o qual, foi coautor deste Hino quando ainda tinha apenas 10 anos de idade. Destaca-se, outrossim, a importância de Wagner Tiso, renomado músico, professor e arranjador, que é filho e irmão, respectivamente, dos compositores.

O Hino do Centenário enaltece as belezas e qualidades do município e é oportuno estabelece-lo oficialmente, segundo o Poder Executivo. O Hino Oficial do Município de Três Pontas será executado, facultativamente; nas cerimônias particulares, públicas, civis, militares, religiosas e festivas oficiais do Município em unidades escolares, esportivas e culturais; nas cerimônias que houver o hasteamento simultâneo das bandeiras Nacional, Estadual e Municipal. Ele poderá será executado instrumental ou vocal facultativamente, após o Hino Brasileiro. Não será permitida a execução dele com arranjos artísticos instrumentais, que não sejam autorizados pela Prefeitura ouvida a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo. Todos devem tomar atitude de respeito e de pé, e em caso de não cantá-lo, as pessoas devem permanecer em silêncio.

Uma regra criada é que exemplares reproduzidos do Hino, não poderão colocados à venda, e só poderão ser distribuídos gratuitamente se trouxerem impressos na capa do “CD” ou “DVD”, e no corpo do material impresso reproduzido, o nome da sua compositora, bem como a Lei Municipal que o institui.

Cabe a Secretaria Municipal de Cultura fazer a edição oficial de todas as partituras bem como promover a gravação de sua execução instrumental e vocal, de sua letra, declamada, disponibilizando-os às redes de ensino, bem como as instituições públicas e privadas.

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