Os filhos da Casa Pietá, os colaboradores, a diretoria e os vizinhos, no término da celebração da Via Sacra envolta da gruta. (FOTO: arquivo pessoal)

 

Casa Pietá constrói sua sede propria e busca ajuda para terminar estrutura localizada na zona rural

Loui Jordan

Uma das coisas mais vitais na sociedade atual é o trabalho com serviço voluntário. No município, uma Associação de Amparo de Recuperação dos Dependentes Químicos de Três Pontas, vem desempenhando uma função social que certifica o fortalecimento das perspectivas sociais e individuais de cada pessoa e que de certa forma se insere na Casa Pietá. Atualmente, a Associação tem alguns projetos, entre os principais está a construção de uma nova sede.

Construção de uma nova casa

A Casa Pietá está funcionando há dois anos e meio em um sítio, que foi prontamente emprestado. Eles estão nesta propriedade particular, localizada entre Três Pontas e Santana da Vargem  desde a saída do antigo local, o Parque Municipal Vale do Sol, onde permaneceram por quase seis anos. Quando saíram do Vale do Sol e por bondade do proprietário, Donizetti Alves de Aguiar, foi-lhes emprestado o sítio, com a condição de que eles só saissem de lá para um lugar melhor, visando sempre o bem  estar dos acolhidos.

Os inícios dos trabalhos foi em 2010. Com uma gama considerável de colaboradores  voluntários, e de seu cofundador Marcelo de Paula Lopes, a associação conseguiu arrecadar recursos que foi aplicado na compra de um terreno, onde está sendo construída a nova sede. Duas empresas contribuiram demais – a Dellas Comércio e Transportes e a CP Agrícola. O terreno fica a 3 km da zona urbana de Três Pontas, na Fazenda Bela Vista.

A construção da sede que está prevista para ficar pronta em breve, está sendo construída a cerca de um mês. O custo deve girar em torno de R$ 30 mil e muitas coisas são necessárias. Mão de obra de profissionais como pedreiro, encanador, eletricista, é fundamental e bem vindas.

Nova sede em construção (Foto: arquivo)

Tanto a obra em termos sociais, quanto em termos de adquirir uma nova sede, se sustenta pelo trabalho coletivo e harmonioso que sempre foi feito. O objetivo é a melhoria de um auxilio que só traz amparo, carinho e humanidade para com pessoas que buscam novos horizontes e novos despertares.

Serviço voluntário

Cerca de 15 voluntários e um funcionário fixo, ajudam a ancorar esse projeto que tem como grande valor o outro. São atendidas na Casa Pietá nove pessoas número máximo, pois a Casa não suporta mais. A qualidade da convivência e atendimento, poderia ser ofuscada, já que o contingente de ajudantes não é grande, porém, suficiente para manter a ideia de pé.

A ideia de fundar a Casa e dar início a um serviço voluntário, veio do despertar de alguns amigos católicos e foi fundada a Pastoral da Sobriedade. A pastoral tinha suas reuniões semanais e com isso foi possível notar que era necessário mais, por isso surgiu um projeto de mais proximidade com o próximo.

Em termos de valores internos, somente maiores de idade e indivíduos do sexo masculino podem ser inseridos na Casa. Menores de idade já foram acolhidos, porém todos com autorização judicial. Todos eles tem uma rotina com afazeres,com normas e regras a serem cumpridas e caso não sejam cumpridas, eles sofrem sanções. Marcelo Lopes conta que não é um regime de prisão. É facultativa a decisão, seja ela familiar ou individual, mas os ouvidos sempre serão mais atentos com quem está solicitando a ida para a Casa Pietá.

Celebrando a Semana Santa no sítio onde está localizado a Casa Pietá, ratificando o envolvimento da mesma com datas importantes para eles (Foto: arquivo)

Segundo o cofundador, a experiência de vivenciar o serviço voluntário no cotidiano, faz com que o olhar para a decisão do outro seja mais precisa. “Existe uma cumplicidade entre a gente. Não há motivos para preconceito porque se a pessoa está batalhando é porque ela quer. Não adianta a família querer se a própria pessoa não. Conversando com eles, descobrimos se ele veio de livre espontânea vontade ou alguém está exigindo que ele venha. Temos 10 anos de experiência adquiridas ao longo desta década”, explica Marcelo Lopes.

De acordo com ele, quem é acolhido não arca com nenhuma despesa, é tudo oferecido de forma gratuita. As visitas acontecem todos os domingos de 14:00 as 17:00 horas. Todas as datas comemorativas e de grande valia social são comemoradas junto com os “filhos”, como são chamados os acolhidos. A Casa Pietá sobrevive de doações e por isto conta com a solidariedade de várias entidades.

A foto mostra a missa celebrada quinzenalmente na Casa Papel social

A Casa Pietá é uma associação, que enaltece o espírito coletivo que busca o aprimoramento do indivíduo. Hoje, eles possuem uma grande campanha, que efetivada com o projeto aprovado na Câmara Municipal, autorizando que os trespontanos possam fazer suas doações através da conta de água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Qualquer valor é importante e pode ser feito o cadastro com os voluntários. A ajuda do comércio são essenciais para fomentar o serviço social e principalmente, o papel social que cada um tem na comunidade onde vive. “O Moacyr Supermercado  sempre nos ajuda na merenda, o Leite Padre Victor doa muitos litros de leite e muitos açougues e sacolões nos ajudam. A Zero Hora colabora com materiais de divulgação, as pastorais da igreja, a Vila Vicentina as vezes nos repassa alimentos. O grupo Fé com Obras, mesmo precisando de ajuda, olha por nós”, registrou.

O zelo através do incentivo e das doações é uma ferramenta de prestação social que colabora e muito nos serviços prestados pela Casa Pietá, que na verdade é uma associação que faz do outro, seu filho. Em Três Pontas, não só a Casa Pietá, mas a Renascer e a Mão Amiga também desempenham um papel social fundamental. A intenção é mais do que amparar, é incluir e estar presente.

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