Ele foi homenageado pela Associação Médica com um placa

Dia 18 de outubro é o Dia do Médico e mais do que nunca, em um ano em que o mundo enfrenta uma pandemia, dever ser também um dia para celebrar a vida e prestar reconhecimento a todos que arriscaram a vida para salvar a dos outros. Atentos à dor alheia e dispostos a salvar, em tempos dominados pelo enfrentamento ao novo Coronavírus os profissionais que fizeram o juramento de Hipócrates, independentemente da idade ou do número de anos trabalhados, sabem que o valor maior do ofício está em cuidar dos pacientes em prol do bem maior: a recuperação. A travessia iniciada em março não tem sinal de término, mas o conhecimento adquirido e o respeito pelo próximo são fundamentais para encontrar as portas de saída.

A pandemia da Covid-19, já matou até 9 de outubro, 265 profissionais morreram e milhares foram infectados e venceram a luta contra este vírus. Um destes é um médico bastante querido pela população trespontana, que anunciou em rede social em abril deste ano, que estava doente e uma corrente de oração se formou.

O clínico geral Dr. Lucas Eduardo Erbst Marques aos 40 anos de idade e 13 de profissão, está a quase quatro anos a frente da chefia médica do Pronto Atendimento Municipal (PAM), de Três Pontas foi diagnosticado. No início ainda da pandemia, Dr. Lucas foi o 10º caso positivo e na época apenas uma morte. Ele não precisou se internar, os sintomas foram leves e passado os dias em isolamento com a família Dr. Lucas retornou ao trabalho. Enfrentar o Covid-19, é uma luta diária, a cada dia entendendo melhor a evolução da doença e criando estratégias para combatê-lo.

Neste dia dedicados aos médicos, ele recebeu uma homenagem da Associação Médica de Três Pontas, que ele diz compartilhar com todos os colegas que estão junto dele. Ele revela que não escolheu ser médico, mas que foi escolhido para honrar esta profissão. A pandemia segundo ele, é lembrou da vulnerabilidade que eles enfrentam e o quanto todos são pequenos diante de tudo. O mais triste é quando se faz tudo aquilo que pode e está ao alcance da medicina e mesmo assim não é suficiente e o paciente acaba morrendo.

Um fato curioso que viveu, foi quando ainda estava na faculdade, ainda trabalhando em dias alternados e dois pacientes durante a consulta disseram que procuravam seu irmão, que haviam se separados quando ainda jovens. A coincidência os levaram a investigar e os irmãos se reencontraram. Trabalhando em dois consultórios, em Três Pontas e Varginha, além do posto de saúde do bairro Padre Vitor, Dr. Lucas diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) é sua casa, sua formação e motivo de muito orgulho, trabalhar nesta complexa rede de saúde universal. “Todos os dias são novos desafios e novas vitórias”.

Os médicos do PAM e da Santa Casa Dr. Eduardo, Dr. Lucas, Dr. Geovanni e Dr. Cláudio

Santo médico

A data para homenagear os médicos, 18 de outubro, foi escolhida em referência ao Dia de São Lucas, o santo padroeiro da profissão. Ele nasceu em Antioquia da Síria, era médico e foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Morreu em 84 d.C, em Tebas na Grécia, sendo sepultado na Itália.

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