São números que impressionam, mas mostram a realidade da pandemia em Três Pontas e que devem ser divulgados principalmente para servir de alerta, que os casos de Covid-19 é uma realidade e o número de mortes causado é crescente e assusta.

O boletim epidemiológico desta quarta-feira (07), trouxe a confirmação de seis mortes, totalizando 64, ocasionadas pelo agravamento dos pacientes internados na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis de Três Pontas. São seis trespontanos que perderam a vida. De 58, as mortes saltaram para 64, sendo três homens e três mulheres as vítimas.

A primeira vítima foi uma mulher de 73 anos, que ficou 21 dias internada tinha diabetes, hipertensão, pneumopatia crônica e obesidade e faleceu no dia 1º de abril. A outra mulher tinha 82 anos, permaneceu cinco dias no Hospital, tinha como comorbidades diabetes, doença cardiovascular crônica e veio a óbito nesta terça-feira (06). A última das mulheres, estava com 52 anos, também ficou cinco dias internada, morreu no dia 02 de abril e não tinha nenhuma comorbidade.

Os homens seguiram a seguinte ordem: Um idoso de 88 anos que morreu nesta quarta-feira (07), depois de 15 recebendo cuidados médicos hospitalares e tinha diabetes e doença neurologica crônica. O outro, tinha 72 anos, morreu na segunda-feira (05), depois de seis dias de internação e já tratava da diabetes. Por último, a Secretaria de Saúde registrou o óbito de um homem com 59 anos, na última terça-feira (06), que tinha diabetes, doença cardiovascular crônica e doença hepática crônica e foi cuidado no Hospital durante sete dias.

A última vez que Três Pontas registrou um grande número de óbitos, foi em 18 de janeiro, com 4 mortes, resultado de um fim de semana. Na época as mortes eram 26. Agora, portanto, a cidade contabiliza 35 homens e 29 mulheres, vítimas fatais da Covid-19.

No fim de semana, o médico chefe do Pronto Atendimento Municipal (PAM), Dr. Lucas Erbst Marques, disse em uma live realizada no Hospital São Francisco de Assis, que
nas últimas semanas houve um aumento da demanda e principalmente, uma diferenciação um pouco maior da doença com o agravamento de casos e aumento de número de consultas, também em pacientes um pouco mais jovem. Isso  sobrecarregou um pouco o sistema de saúde.

Já o provedor Michel Renan Simão Castro, se dirigiu a população dizendfo que até o momento as autoridades não tem medido esforços e não irão medir para atender a todos. Porém, pediu a colaboração de todos, porque caso essa incidência de contaminação esteja crescente, as estruturas não serão suficientes. O pedido é para que os trespontanos sejam responsáveis e contribuam com o bem da comunidade, para que juntos possam vencer mais uma vez este desafio. Mesmo diante de todas as mortes, o trabalho realizado valeu a pena, porqque muitas vidas foram salvas.

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