“O retrato que rabisquei um dia”. Este é título do livro escrito por padre Vânis Vieira da Cunha, lançado na manhã deste domingo (23), na missa das 10h30 na Matriz Nossa Senhora D’Ajuda. A celebração marcou o início da novena mensal de canonização do Beato Padre Victor, que segue até a próxima festa de aniversário do Beato, em setembro de 2019.

A ideia de escrever um livro sobre Padre Victor, partiu de seu coração de devoto, e de um fato que aconteceu na sua infância. Aos seis anos de idade, na casa de seus avós na zona rural de Guapé, onde nasceu, havia um retrato de Padre Victor. Com o hábito de rabiscar tudo que via, o menino peralta rabiscou o retrato de Padre Victor e foi repreendido pela sua tia que lhe disse, “não rabisque porque é o “Santo Padre Victor” de Três Pontas”. Foi a primeira vez que ouviu falar do sacerdote. Quando se ordenou, sua primeira paróquia foi a Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda em Três Pontas, onde estão os restos mortais do candidato a santo. Padre Vânis fez um texto disso. A partir dele foi surgindo outros, que juntando tudo isso se tornou em um livro, com relatos das experiências dos devotos e da sua experiência vivida aqui. O fato de sua infância, é narrado na parte final do título, que começou a ser escrito em 2011. Em 2012, fez o último capítulo. Na época ainda não havia a notícia da beatificação. Os fatos mais recentes foram incluídos posteriormente. Depois vieram então a revisão e o confronto dos fatos. O livro demorou para ficar pronto e um dos motivos foi a falta de tempo com seus afazeres. Ele foi adiando o projeto quando estava na Paróquia D’Aparecida e não foi possível concluí-lo a tempo, já que foi transferido para Campos Gerais.

“O retrato que rabisquei um dia”, tem 60 páginas, está dividido em 13 capítulos curtos. Todos os direitos autorais e financeiros ele cedeu para a causa de beatificação de Padre Victor. A venda acontece na Associação Padre Victor e cada exemplar custa apenas R$12.

Durante a missa de lançamento, padre Vânis que celebrou ao lado do pároco Padre Ednaldo Barbosa, relatou durante a homilia, a experiência de escrever o livro. Em entrevista à imprensa, o padre foi perguntado se sente um pouco responsável pela beatificação, já que foi ele quem aconselhou o casal Maurício e Maria Isabel, a procurar a Associação Padre Victor, o sacerdote disse que não. Acredita que apenas colaborou, que foi um instrumento e se alegra muito por isto. “ A responsabilidade é dos devotos e todos aqueles que rezaram pela beatificação”, disse. Sobre a canonização, se está próxima ou não, padre Vânis diz que crê no tempo de Deus. Na opinião dele, o milagre irá surgir na hora certa e a canonização  irá acontecer com a graça do próprio Padre Victor ele será canonizado. E orientou, “os devotos devem continuar em oração”.

Para o pároco padre Ednaldo, o amigo padre Vânis tem uma devoção muito grande em Padre Victor desde a infância passado pela família e teve uma experiência muito bonita, tanto na Paróquia D’Ajuda como também na Paróquia D’Aparecida. Ao comandar a paróquia vizinha, teve  contato com os romeiros e foi o guardião da Capela Santa Cruz, na Comunidade rural da Faxina, dedicada a Padre Victor. Durante sua passagem pela cidade, fez uma experiência muito próxima com os devotos, nas caminhadas e romarias, que são realizadas naquele local.

Na dedicatória da obra, entre tantas, o autor destacou os devotos de Padre Victor espalhados pelo mundo, aos seus pais, irmãos e familiares, membros da Associação Padre Victor, aos amigos sacerdotes, entre eles padre Ednaldo Barbosa.

Além de Três Pontas, o livro foi lançado a noite, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Campos Gerais, onde padre Vânis está trabalhando atualmente. Alías, quando chegou na cidade teve uma experiência muito grande de visitar as comunidades rurais, as residências e as famílias. Todos falavam de Padre Victor, contaram relatores e graças, mostravam imagens e fotos. A cidade onde atualmente vive seu sacerdócio, e o local de maior devoção após Três Pontas.

O autor padre Vânis Vieira

O guapeense padre Vânis Vierira da Cunha nasceu em 1978 e é o primeiro filho de Arlei Antônio da Chuva e Otávia Cândida Vieira da Cunha. Estudou na Escola Rural Nossa Senhora Aparecida e na Escola Estadual Dr. Lauro Corrêa do Amaral. Em 1997, ingressou no Seminário da Diocese da Campanha (MG) e no dia 09 de outubro de 2004, foi ordenado sacerdote. Iniciou sua carreira eclesiástica em São Thomé das Letras (MG). Em Três Pontas, exerceu o ministério sacerdotal entre os anos de 2005 e 2015. Neste período foi vigário paroquial por dois anos na Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda e posteriormente, pároco da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida. Desde 2015, é pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Campos Gerais (MG).

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