Mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya

 

O ano de 2019 terminou em Três Pontas, com um grande número de casos notificados e confirmados de Dengue, doença transmitida através da picada do mosquito Aedes aegypti, que apesar das campanhas de orientações básicas, moradores insistem em não cuidar de seus quintais, acumulando água parada, criatório do mosquito.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, em 2019, foram 2.269 casos notificados, sendo que 826 foram confirmados pelo laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), 833 por critério clinico epidemiológico. Ao todo, 212 foram descartados pela Funed e 393 por critério clínico. Cinco ainda estão sendo investigados. No caso da Chikungunya, houve apenas um caso notificado, mas descartado em março. Já a Zika, foram 25 casos notificados, 23 já foram descartados (11 por laboratório, 12 por critério clinico/epidemiológico) e 2 ainda estão sendo investigados.

Ano passado, o município de Três Pontas viveu uma epidemia de Dengue que lotou o Pronto Atendimento Municipal (PAM) e as unidades básicas de saúde. De fevereiro a maio, foram 2.125 casos notificados e no auge da epidemia se confirmou 1.560 casos de Dengue. A Secretaria de Saúde, teve que ampliar o número de médicos e criou uma ala exclusiva de atendimento, para os pacientes com suspeita da doença no PAM. O número de pessoas que procuravam o Pronto Atendimento cresceu na época 60%.
Em abril, a Saúde confirmou um óbito por Dengue. A vítima foi uma mulher de 69 anos que morava no bairro São José.

A doença se espalhou por toda a cidade. O maior número de casos foram no Centro (320), depois Aristides Vieira (202), Catumbi (122), Antônio de Brito (121), Padre Vitor (108) e Alcides Mesquita (98).

A Secretaria Municipal de Saúde através da coordenação de Vigilância Ambiental desenvolveu ao longo do ano, várias ações de enfrentamento a Dengue, Chikungunya e Zika. Foram atividades em praças, colocação de faixas nas vias, pit stop com distribuição de folhetos, o pedido incessante para que os moradores limpassem terrenos, através dos veículos de comunicação. A Prefeitura limpou córregos no perímetro urbano e realizou um grande mutirão de limpeza. Somente entre outubro e novembro, em 15 bairros foram recolhidos quase 30 caminhões lotados de lixo, entulhos e materiais recicláveis, que se acumulavam em quintais.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Andrea Luciene Monerat Franco Mesquita (foto), foi montado através de um Decreto do Executivo, um Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses. Ele tem representantes de todos os setores da saúde – vigilâncias Sanitária, Ambiental, Epidemiológica, secretarias de Transportes e Obras, Educação, Meio Ambiente, membros dos Hospitais São Francisco de Assis e Unimed e da Farmácia Municipal. Eles se reúnem a cada 15 dias e discutem as ações para evitar que uma nova epidemia seja registrada, o que não está descartado.

A cidade foi uma das poucas da região a viver este problema e o receio é que outras próximas possam passar por isto, o que acaba repercutindo um pouco também no município, porque tem sido pessoas que vem e voltam dos municípios próximos.
“A gente tem que estar preparado e tomando algumas providências com relação a outros problemas que estão relacionados à Dengue, como por exemplo, as carcaças de carros abandonados, que acumulam água”, explica Andrea Mesquita.

O Comitê já prepara um documento solicitando à Procuradoria que seja tomada alguma providência em relação a isto. “A gente ainda não sabe como que vai ser o ano de 2020. A realidade é que existem larvas do mosquito na cidade inteira. Há em Três Pontas o vírus 1 e o vírus 2 circulando, mas já ha notícias que o 3 está em Belo Horizonte e no estado de Minas Gerais.

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