Policiais usam também drone para monitorar movimento na Serra de Três Pontas. Imagens: Equipe Positiva e PM Ambiental

 

*Ação predatória de trilheiros e jipeiros causa problemas ambientais na Serra, que é protegida por lei municipal e decreto do Estado

A Serra de Três Pontas é uma formação geológica localizada na zona rural, com altitude, que atinge o máximo de 1.234 metros acima do mar. Possui 3.163,84 hectares de Área de Proteção Ambiental (APA), instituída pela Lei Municipal 3.506, aprovada em 25 de março de 2014, delimitando inclusive o seu perímetro.

Ela é área de proteção, justamente por abrigar recursos naturais que não são encontrados em locais outros locais da região. Por isso, precisa de proteção, de um resguardo maior das autoridades para proteger a sua biodiversidade. Ambientalistas e pessoas envolvidas com o meio ambiente pediram providências por intermédio do Ministério Público e a 6ª Companhia Independente da Polícia Militar do Meio Ambiente, está iniciando um trabalho de conscientização de motociclistas, motoqueiros, jipeiros e gaioleiros.

 

De acordo com o sargento da PM do Meio Ambiente, Tiago Maganha de Azevedo (foto), tem se observado nitidamente por intermédio das imagens do Google Earth, que desde 2003, quando essas imagens começaram a ser registradas por este programa, houve uma aceleração da degradação neste ambiente. Por conta disso, a Polícia está desenvolvendo uma campanha, inicialmente educativa, de orientação às pessoas que utilizam de veículos no interior da serra. Depois, aqueles que insistirem serão autuados. “Nós apostamos em campanhas de prevenção, em campanhas educativas, sabendo que se nós educarmos uma criança, um jovem, um adulto, nós vamos livrar o meio ambiente de agressões futuras”, afirmou Sargento Azevedo.

Um dos exemplos da degradação e do prejuízo que estas atividades trazem, que a formação de sulcos de ravina que acabam alterando sítios arqueológicos, o vazamento de minas d’água e até o vazamento de derivados de petróleo que são utilizados como combustíveis nos veículos.

Todas essas degradações acabam acelerando o processo de danificação dos habitat, prejudicando a flora, a fauna e até mesmo os moradores que fazem uso da água e constantemente precisam se deslocar ao pé da Serra onde ocorre a captação. A captação é inclusive permitida por lei para o consumo humano e de animais.

Pm flagrou durante a gravação da reportagem, dois motoqueiros fazendo trilha no local

“O movimento de veículos neste local, que a gente fala que é fora de estrada, aqueles aonde eles fazem trilhas e vão ocasionando esses prejuízos, os moradores veem inclusive tendo prejuízo na captação dessa água, tem que constantemente deslocar-se aos locais, inclusive nós temos relatos aqui de moradores que já disseram que essa atividade vem prejudicando a vazão da água, porque muita das vezes os motociclistas não respeitam a área de mina, uma área de nascente, acaba ali soterrando com o pisotear com a força dos pneus, trazendo prejuízos severos, inclusive às nascentes”, destacou o policial.

A Polícia Ambiental usa ferramentas de inteligência para a constatação deste crime e utiliza inclusive de drones, para identificar aqueles que estão usando a serra de forma inadequada.

É importante destacar também que existe um Decreto no Estado de Minas Gerais, número 47.383 que prevê que qualquer conduta que venha causar intervenção no meio ambiente e nos recursos hídricos, é passível de multa que custa 1.250 UFIRS-MG, ou seja, por volta de R$5 mil. Sargento Azevedo deixa claro que, quem porventura for pego nessa situação, vai ter que responder a um processo administrativo, terá que arcar com o este valor.

Embora a ação mais severa e crítica seja praticada pelo uso da motocicleta e de outros veículos, a Polícia do Meio Ambiente, orienta também as pessoas que usam este local que é exuberante para caminhadas e acampamentos, que tenham consciência ecológica – não fazendo queimadas, não deixando lixo, fazendo que a serra seja preservada como um ambiente paradisíaco fazendo com que o meio ambiente não seja degradado.

A Polícia do Meio Ambiente está a disposição para esclarecer qualquer dúvida. O contato pode ser feito pelo telefone no whatsApp do Pelotão de Varginha 3229-1999 ou através do e-mail pmambientalvarginha@gmail.com

É notório a depredação da serra, com o uso de veículos, causando erosão do solo e aberto clareiras em locais onde havia vegetação nativa

O comandante da 6ª Cia Independente do Meio Ambiente, Tenente Túlio Ferreira da Cunha, Sargento Tiago Maganha de Azevedo e o Cabo Lanner Vitor de Oliveira

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