Imprensa Expocafé - Créditos das imagens: Milton Lima

Em sua 10ª edição e em meio a uma crise que derrubou o preço da saca de café, produtores e pesquisadores discutem juntos modos de mecanização da lavoura e redução dos custos de produção

O Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira chegou a sua décima edição em 2019 e foi realizado nesta terça-feira (14). Em meio a uma crise que derrubou o preço das sacas de café no Brasil, o evento discutiu modos de mecanização das lavouras cafeeiras com foco na redução de custos, mas sem perda de produtividade. O Simpósio reuniu professores, pesquisadores, técnicos e cafeicultores de Minas Gerais e de outros estados do país no Campo Experimental da EPAMIG de Três Pontas.

O encontro que antecede a abertura da principal feira de tecnologia para cafeicultores do Brasil, a Expocafé, completa dez anos de intercâmbios entre produtores e pesquisadores de todo o país. A edição deste ano contou com sete apresentações de pesquisadores atentos a temas como controle operacional, gestão técnica, inovações no manejo e alternativas sustentáveis para a redução de custos na lavoura cafeeira.

A abertura do Simpósio ficou por conta do coordenador do evento, Fábio Moreira, do presidente em exercício da EPAMIG, Trazilbo de Paula, e do coordenador do Programa Estadual de Pesquisa Cafeicultura da EPAMIG, César Botelho. Para Fábio, após uma década de encontros o saldo não poderia ser mais positivo. Segundo ele, a partir das discussões empreendidas ano após ano, várias linhas de pesquisa em café foram desenvolvidas e uma série de tecnologias foi transferida para a sociedade. “É difícil fazer um histórico de tudo o que aconteceu durante todos esses anos, mas hoje certamente temos a melhor tecnologia de colheita seletiva e mecanizada de café do Brasil”, afirma.

A fala de Fábio se refere aos estudos e aplicações da chamada agricultura de precisão, responsável por fazer mapas de produtividade e de atributos do solo. Trazilbo de Paula acredita que a partir de tecnologias como essas é possível driblar a crise que assola o mercado cafeeiro do país. “Na crise é que se procura uma saída tecnológica para baixar custos e aumentar a eficiência. Quando disponibilizamos tecnologias estamos cumprindo o papel da nossa empresa”, afirma Trazilbo em relação ao papel da EPAMIG no desenvolvimento da agroindústria de Minas Gerais.

O Sul de Minas é considerado um dos principais polos produtores de café do Brasil. O Simpósio de Mecanização Cafeeira consolida e contribui com esse status. “Uma revolução na cafeicultura brasileira”, celebra Fábio Moreira. O Simpósio foi organizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e pela EPAMIG.

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