Centro de Pediatria foi o maior do alvo de vandalismo durante todo este tempo fechado

EXCLUSIVO

Denis Pereira – A Voz da Notícia

Postos de saúde na Peret e Morada Nova e Centro de Pediatria no Jardim Paraíso, receberão investimentos de R$838 mil para o término das construções 

A conclusão das obras inacabadas herdada da Administração da ex-prefeita Luciana Ferreira Mendonça (sem partido) está chegando. Desde 2009, duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos bairros Morada Nova e Peret e um Centro de Pediatria no bairro Jardim Paraíso estão sendo construídos. O assunto volta a ser o foco das atenções políticas, já que um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Três Pontas, na última quinta-feira (25) em caráter de urgência, abre crédito no orçamento deste ano no valor de até R$838.198,43 para concluir as obras paralisadas. Elas se referem a um convênio feito na gestão anterior e o prazo é curto, até abril de 2015.

As obras já geraram grande discussão na cidade. Oposição e situação já travaram guerra pelo término. As emissoras de TV da região, por diversas vezes registraram o abandono que elas se encontravam e a grande necessidade para ampliar o atendimento a saúde da população. Enquanto as obras estão paradas, elas serviram como ponto de uso de drogas.  Sem muros e de portas abertas, a unidade do bairro Morada Nova foi preciso fechar com tijolos as janelas para evitar a invasão. Os materiais de construção adquiridos foram levados e muitos ficaram espalhados. No bairro Peret um morador é quem viaja o local. A Guarda Civil Municipal (GCM), faz ronda em todos os prédios públicos. Mesmo assim, os vândalos conseguiram destruir boa parte do que foi construído.

De acordo com uma portaria emitida em outubro de 2012 pela ex-prefeita Luciana Ferreira Mendonça, foi instaurada uma comissão denominada “tomada de contas especial” composta por servidores da prefeitura. O objetivo era apurar os fatos relacionados às possíveis irregularidades cometidas na execução das obras. No documento, há a informação de que os extratos bancários da conta indicavam que havia mais de R$ 730 mil disponíveis para a finalização das obras. Segundo os laudos periciais, o gasto seria menor para entregar as unidades de saúde, cerca de R$ 560 mil.

O prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), afirma no projeto enviado ao Poder Legislativo, que diante da vontade política em acabar as obras para o atendimento à comunidade trespontana, a atual Administração Municipal se empenhou incansavelmente em solucionar o problema que se tornou a execução do convênio com a Secretaria de Estado da Saúde.

O gestor informa os vereadores, que “quando se administra com profissionais capacitados, aliado à vontade política de atender aos reclamos da população, quase todos os entraves são solucionados, sendo que a população trespontana é quem verdadeiramente ganha com tais atitudes”.

Correndo contra o tempo, a expectativa é que o projeto seja votado na sessão ordinária desta segunda-feira (29). Apesar de não estar na pauta de votações, há rumores que algum vereador solicite a inclusão dele, já que o Executivo pediu a sua aprovação em caráter de urgência.

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