Os 10 Centros Municipais de Educação da cidade e zona rural estão fechados desde 20 de dezembro do ano passado

Denis Pereira – A Voz da Notícia

As crianças de 0 a 5 anos de idade, estão se preparando para voltar para aos Centros Municipais de Educação Infantil, na próxima terça-feira dia 14.  É que as creches estão de recesso desde dia 20 de dezembro do ano passado, quando empresas estão de férias coletivas. Inicialmente, quando o anúncio foi feito em reuniões aos pais, a intenção era a paralisação no dia 13, mas a Administração atendeu a um pedido da Associação Comercial e Agro Industrial de Três Pontas e reviu a data.

O presidente da Associação Comercial Michel Renan Simão Castro foi procurado e interveio junto a Secretaria de Educação. Junto aos pais o caso não gerou discussão nas reuniões, mas quando empresários souberam recorreram a ACAI-TP. Michel chegou a ter contato com o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), que segundo o líder associativista, se comprometeu a reduzir o período sete dias. Se isto fosse confirmado, o atendimento voltaria na segunda-feira dia 06.

Michel Renan chegou a ficar irritado com as declarações do vice prefeito e secretário de Educação Professor Érik dos Reis Roberto (PSDB), quando ele apenas transferiu a data e não cortou os dias de ‘descanso’ das crianças atendidas nos 10 Centros de Educação, da zona urbana e rural. As grandes empresas que entraram em férias coletivas voltaram em 06 de janeiro.

Quem explicou os motivos do descanso nos encontros realizados foi o psicólogo Luciano Virginio de Castro que falou das propostas de mudanças que ele levou ao Poder Executivo, a fim de melhorar a qualidade do ensino em Três Pontas. “São coisas sendo feitas com conhecimento de causa, que foram estudadas com pesquisas e estudos, feitos por especialistas da educação, mas sabemos que nem todas vão agradar”, disse Luciano Castro.

A modificação proposta para o fim do letivo de 2013 de fechar as creches, afetou diretamente a vida de quem depende das unidades já que os filhos tiveram que ficar em casa. Segundo o profissional, que atende diariamente voluntariamente crianças em seu consultório e vai até as creches, há crianças com apenas três de idade com distúrbios de comportamento, que falam em matar, traficar, roubar, ficam agressivos, levam objetos para a casa. Nesta faixa etária eles tem dificuldades de aprendizagem e concentração, com um nível de estresse na vida das crianças que estão dentro da escola, tanto que é notório o aumento assustador de violência contra professoras, funcionários e colegas de sala.

Neste período de fechamento, as creches passaram por reparos, reformas e melhorias para o início do próximo ano letivo.

Érik explicou na época que existe uma Resolução do Ministério da Educação que precisa ser seguida. Antes era preciso ter 250 dias de presença nas creches. Elas eram gerenciadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Hoje com a mudança e a responsabilidade de gerir todo o sistema sendo da Secretaria de Educação, os Centros precisam funcionar como escola e não tem férias nenhuma. Ao contrário do calendário escolar, que tem 30 dias de descanso em janeiro, 15 em julho e 15 no mês de dezembro, totalizando 60 dias paralisação nas atividades todos os anos.

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