A sessão ordinária da Câmara Municipal de Três Pontas, desta segunda-feira (23), foi marcada pelo desabafo do vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB). O líder da oposição na Câmara, não poupou críticas às declarações daqueles que insistem, segundo ele, em denegrir a imagem daqueles que trabalharam pelo Município.

Érik usou do Pequeno e Grande Expedientes para sair em defesa do prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), de quem foi vice no mandato 2013/2016, mas também mencionou os nomes de ex gestores como Nilson Vilela e Dr. César Alvarenga e inclusive de Padre João que não foi prefeito de título, mas de fato. “Ninguém entra numa prefeitura para brincar de ser prefeito. A gente deixa de ficar com a família, abstém de sonhos e da sua vida pessoal para cuidar das pessoas”.

Quando ele e Paulo Luis assumiram a Prefeitura em 2013, o Município devia mais de R$10 milhões. Entre as dívidas estavam o Instituto de Previdência (Iprev), que somava R$2 milhões, o salário dos servidores e a segunda parcela do 13º, entre outros. A economia que ele proporcionou acumulando secretarias, foi de mais de R$500 mil, prova de que se dedicou ao extremo à missão confiada a ele.

Nos seus primeiros cinco minutos a que tem direito no início da sessão, Érik explicou que o Hospital é uma entidade privada de cunho filantrópico, apesar de receber recursos das esferas, municipal, estadual e federal, não é público. Ele defendeu a proposta de Michel Renan Simão Castro, que colocou seu nome para ser candidato a provedor, de ser transparente, mas que ela seja de fato.

Falando nisto, ressaltou que o Hospital está contratando mais pessoas e a taxa de ocupação é de apenas é de 45%, quando deveria ser 100%, bastasse internar lá, os pacientes que permanecem no Pronto Atendimento Municipal (PAM). É isto, uma das coisas que traz receitas à Santa Casa, como se fosse uma rede hoteleira, exemplificou, já que são as internações que garante receita. No fim do seu tempo, ele começou a rebater declarações de que o Hospital esteja em situação financeira complicada por causa do ex prefeito Paulo Luis. Porém usam de politicagem quando anunciam que enviaram dinheiro e é mentira. As vezes até deixam de lado aqueles que fazem como Dimas Fabiano (PP) e Carlos Melles (DEM), e dão louros a outro deputado.

No Grande Expediente, Érik voltou e chamou a atenção pelo tom ríspido que adotou mais uma vez. Outros colegas que falaram depois dele, mencionaram a visita do deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), e seu esforço para ajudar o Hospital São Francisco de Assis.

Alertou mais uma vez os novatos que não acompanharam no mandato anterior, por exemplo, os vários projetos de suplementações que foram votados pela própria Câmara autorizando assim que o Poder Executivo pudesse repassar mais dinheiro à entidade. “Muita gente não sabe, mas é o Município que ajuda quando as coisas apertam. Assim como é a questão da gestão compartilhada, que pessoas dizem erroneamente, que é feito para aliviar a folha de pagamento da prefeitura e nós votamos aqui já neste mandato”, lembrou.

Segundo Érik afirmou na Tribuna, foi gasto dinheiro de forma indevida na Santa Casa. Pegaram dinheiro da gestão compartilhada que é para pagar pessoal, para comprar materiais, o que é proibido. O vereador ainda vice prefeito, teria alertado o administrador sobre o problema que isto causaria. Por isto, terá que ser devolvido ao Município aproximadamente R$105 mil, o que o Controle Interno da Prefeitura já apontou.

Para justificar os esforços da ex Administração, que vão muito além do campo político, Érik informou que Paulo Luis teria conseguido empréstimos através da Cocatrel, no valor de R$5 milhões, para que a Santa Casa pagasse dívidas que estariam impedindo de ser liberado a Certidão Negativa de Débito (CND). Porém, a Administração da Santa Casa optou por pagar outras contas. A cooperativa teria liberado o dinheiro, não para o prefeito e sim, para a pessoa de Paulo Luis que é associado de lá.  O caso não foi divulgado, porque o ex gestor tem uma visão diferente, de que não precisaria usar a mídia para fazer publicidade.

Por fim, ao falar dos deputados que vem em Três Pontas e tentam macular o nome de pessoas que passaram pela Prefeitura, ele prometeu que todas as vezes que isto ocorrer, irá defender. “Já chega. Falam em união, mas tem que sempre lembrar o passado. Estamos aqui para trabalhar para o povo”, falou batendo na Tribuna.

Outros assuntos

O secretário da Mesa Diretora, vereador Maycon Machado (PDT) solicitou o envio de ofício aos setores da Prefeitura fazendo algumas solicitações, todas elas endereçadas a Secretaria de Transportes e Obras. Entre elas, está a limpeza Avenida 1 do bairro Santa Tereza e da Rua Rolando Girardeli; a melhora da iluminação e segurança da Praça do Centenário; a manutenção da estrada vicinal que liga Três Pontas ao Sobradinho, instalação de faixas elevadas na Rua Marcílio Ferreira de Brito e na Avenida Juscelino Kubitschek

Outro que desabafou foi o vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), que chamou de mesquinhos e covardes, aqueles quem inventam posições que ele poderia tomar diante de projetos que são votados na Câmara. Serjão disse que foi procurado por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), pedindo que ele não vote contra o projeto que autoriza a autarquia a pagar funcionários que estejam de plantão, mesmo que a distância. A notícia que corria é que Serjão seria contrário, isto porque fez uma emenda ao projeto do Executivo.

“Todo mundo sabe da minha questão política, mas respeito a todos e não dou rasteira em ninguém, por isto, fico nervoso e estou aqui tremendo”, revelou. A polêmica teria começado depois que Sérgio fez um comentário durante uma reunião de Comissão, a coisa vazou, porém, toda distorcida.

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