Os moradores não se conformam com o fechamento do Posto de Saúde do bairro Vila Marilena em Três Pontas. Eles promoveram na tarde desta quinta-feira (17), uma manifestação pacífica em frente a UBS que está de portas fechadas. Populares, principalmente mulheres se juntaram para demonstrar a insatisfação, já que eles agora precisam caminhar bastante para ter atendimento.

Uma das líderes do movimento, é a aposentada Maria de Fátima Moreira Silva. Ela contou que o movimento partiu de cerca de 20 pessoas e em pouco tempo, cerca de 250 pessoas participaram do protesto.Para a Guarda Civil Municipal (GCM) que acompanhou o ato, foram 100 manifestantes. O objetivo é buscar uma resposta sobre o fechamento do posto, já que ninguém foi comunicado previamente e todos foram pegos de surpresa.

A unidade que atende a diversos bairros foi construída a mais de 30 anos e seu fechamento já causa transtornos, principalmente nos mais idosos que enfrentam dificuldades para caminhar até o Morada Nova. Maria de Fátima mesmo precisou ir a pé até o novo local de

Maria é uma das organizadores do movimento que não vai parar
Maria é uma das organizadores do movimento que não vai parar

atendimento para conseguir uma consulta para sua mãe de 95 anos e gastou uma hora e dez minutos caminhando. Sem falar que para conseguir ficha, é preciso sair muito cedo de casa, enfrentar fila e as vezes ainda receber a notícia que elas já acabaram.

Uma das soluções sugeridas pelos manifestantes seria dividir os pacientes provisoriamente nas duas unidades do Programa Saúde Família (PSF), dos bairros Philadélfia e Jardim Paraíso, até “a Vila Marilena”. A aposentada sabe que isto pode não ser permitido, mas seria o mais viável. Ela também reconhece que a situação do prédio é precária, mas com o Plano de Governo do atual prefeito Paulo Luis Rabello nas mãos, ela mostra que entre as propostas dele, está a construção do Posto de Saúde da Vila Marilena. “Sentimos que não nos deram nenhuma atenção. Além de não construir, ainda fecharam o que a gente tinha, sem nenhuma explicação”, desabafou.

Outras manifestações serão realizadas em frente ao Posto da Vila Marilena e eles pretendem participar da sessão da Câmara da próxima segunda-feira (21).

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“Ninguém ficou sem atendimento”, afirma o Prefeito

01O prefeito Paulo Luis Rabello reconhece a reivindicação dos moradores, mas acrescenta que todas elas continuam sendo assistidas, inclusive nos PSF’s. São quase 4 mil pessoas nas duas unidades do Programa e outras ainda estão sendo cadastradas no bairro Alcides Mesquita. O prefeito contou que o prédio foi interditado pela Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais. O órgão, de acordo com o gestor, constatou diversas irregularidades que prejudicam o atendimento e podem provocar algum tipo de contaminação. “Existe um laudocomprovando os problemas, que a gente não discute. Todos sabem das condições deste posto que nem é preciso discutir”, esclareceu. Com isto, a Secretaria Municipal de Saúde passou o atendimento para o único posto disponível,no Morada Nova com a preocupação de que ninguém fique sem atendimento. Sobre o que fazer com aquela estrutura, é preciso repensar. Ou fazer um mini posto para atender apenas as pessoas de mais idade com dificuldades de se locomover, ou transformar em uma sala de curativos e vacinação, ou até uma Farmácia Popular, abastecida pelo Governo de Minas. Mas também não foge dos planos da Administração, construir em um terreno que o Município tema o lado das quadras poliesportivas que ficam em frente,uma grande unidade de saúde.

Quando perguntamos se a Prefeitura reconhece que a estrutura do posto está muito ruim, Paulo Luis foi bem claro. “Aquilo nunca que poderia ser mais um posto de saúde. Desde o meu primeiro mandato eu tenho ciência dos problemas que existe lá. Para os pacientes irem a sala de vacinação, é preciso passar por um corredor muito estreito, e as vezes pisar em fezes humanas, isto porque, as pessoas arrebentam as telas a noite e fazem lá de banheiro. Em um tanque tem gente que até toma banho”.E acrescentou “a situação poderia ser diferente se no mandato passado, uma verba destinada para uma reforma pelo deputado federal Odair Cunha no valor de R$150 mil, conquistada pelo então vereador Érik dos Reis Roberto não fosse devolvida”.

Ainda segundo o Chefe do Executivo, colocar um vigia em cada unidade de saúde se torna inviável.

Unidade é pequena, mas abriga pacientes de muitos bairros

A unidade de saúde está fechada desde o dia 03 de março, quando os serviços começaram a funcionar na Unidade Básica do bairro Morada Nova. A prefeitura havia informado que a Superintendência Regional de Saúde decretou o fechamento, devido às constantes invasões de moradores de rua e por causa das constantes depredações e ataques de vândalos. Mas, uma preocupação também,é quanto a sua estrutura física, que se tornou pequena, está bastante deteriorada e não suporta a quantidade de pacientes atendidos diariamente.

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