As declarações dadas à imprensa pelo deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), de falta de diálogo por parte da Administração municipal, não passa de um grande equívoco, responde o prefeito de Três Pontas Paulo Luis Rabello (PPS). Ele lembra que o recebeu em seu gabinete e depois por telefone, tratou de uma emenda para a compra de dois veículos para a Secretaria Municipal de Saúde com o vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS).

A abertura, reintera o gestor, existe, para Diego e todos aqueles que quiserem ajudar Três Pontas, mas infelizmente, lamenta, todas as vezes que o deputado que foi majoritário passou pela Cidade, Paulo Luis nunca foi informado ou convidado para recebê-lo. É de praxe que todas as vezes que um parlamentar de qualquer esfera chega, ele faça contato com o Chefe do Executivo. “Amanhã caso eu tenha que ir a Brasília e comparecer no Congresso Nacional ou na Câmara dos Deputados, pode ter certeza absoluta que baterei a porta de seu gabinete, uma vez que ele foi majoritário em Três Pontas, obtendo 16 mil votos nas Eleições de 2014”, esclarece.

Durante a visita que fez ao Município, na última segunda-feira (08), Diego Andrade voltou a falar da falta de diálogo da Administração que não tem apresentado as demandas à ele e consequentemente prejudicado a sua atuação em prol da terra que Diego faz questão de dizer que ama. É de praxe que os deputados aloquem verbas para auxílio aos municípios diretamente no orçamento da União, fazendo as chamadas emendas ou consiga a intervenção federal e estadual para recursos. Isto acontece independente de qualquer pedido do prefeito.

Como forma de prestar contas aos eleitores, Paulo Luis informa que todos os deputados que estamparam o material de campanha do prefeito já retribuíram os votos que tiveram. Alguns deles, mesmo não tendo votação tão expressiva, cumpriram o compromisso com a comunidade.

Prova de que não há distinção partidária na atual Administração é que Paulo Luis citou Odair Cunha (PT-MG) que indicou Três Pontas a receber verba que possibilitou a compra de uma Patrol que se encontra no pátio da Prefeitura, aguardando questões burocráticas para começar a ser utilizada.

Bilac Pinto (PR), Dimas Fabiano (PP), Aelton Freitas (PR), Domingos Sávio (PSDB), Carlos Melles (DEM) e Silas Brasileiro (PMDB) foram lembrados por terem empenhado esforços junto ao Governo para destinar recursos que estão possibilitando realizar, entre outras obras, a operação tapa buracos e recapear diversas ruas em diversos bairros. Alguns fizeram por meio de emendas disponibilizadas pelo Governo de Minas.

O deputado trespontano Mário Henrique ‘Caixa’ destinou várias de suas emendas para sua terra natal, para a compra de materiais para APAE, Santa Casa, Vila Vicentina, a reforma da quadra do Ginásio Poliesportivo Aureliano Chaves, indicações para veículos para a Secretaria de Saúde e Academia ao Ar Livre, como também o deputado Dilzon Mello que alocou recursos para a compra dos equipamentos de ginástica que estão nas praças. Mas nada, desde que assumiu a Prefeitura em 2013, foi enviado pelo deputado Diego Andrade e vai além. Não há nada dele no Orçamento da União, o que é fácil de ser verificado nos sites do Governo.

Paulo Luis afirma que gostaria muito de incluir o nome do parlamentar na lista dos parceiros de Três Pontas, porém, não se pode mentir ou iludir às pessoas com entrevistas que não condizem a verdade ou revistas super produzidas. Na visão do Chefe do Executivo, Diego Andrade está em débito, não com ele, mas com os eleitores que confiaram o voto nas urnas. “Ele deve trabalhar pela Cidade independente da coloração partidária ou da pessoa que esteja gerindo o Município”, disse.

Hospital – verbas aprovadas, mas nada liberado

Paulo Luis pediu que fosse feito um levantamento no Ministério da Saúde sobre os recursos que foram alocados para a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Para confirmar à população que muitos recursos vultosos, como de R$2 milhões não são verdadeiros, o prefeito explica que desde 2014, são três itens aprovados para o Hospital, entre elas uma de Diego, mas nenhuma foi liberada. São R$200 mil de Carlos Melles, R$200 mil do Domingos Sávio e R$716 mil de Diego Andrade. A direção não sabe quando é que estes benefícios que servirão para equipar o Hospital vão realmente chegar.

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