Foto: Divulgação


Cada um tem seu esporte preferido, seja para assistir ou praticar. Em relação à popularidade nenhum se compara ao futebol por aqui, mas alguns voltaram a se praticados e estão ganhando fama. É o caso da malha, ou maia como alguns jogadores costumam chamar.

O lançamento de discos de metal em direção a um pino com a intenção de derrubá-lo ou chegar o mais próximo deste pino, atrai muita gente. Se engana quem acha que a malha é para os mais velhos, tem homens de todas as idades praticando e em cidades da região mulheres também. Tem alguns que são malheiros a 50 anos, que não pensam em aposentadoria, neste esporte.

Em Três Pontas uma turma se reúne nas tardes de sábados e nas manhãs de domingo, onde tem três pistas, ao lado do Estádio Municipal José Comuniem, o Campo do Vila, no bairro Santa Edwirges. Aos domingos, eles começam cedo e não tem hora para terminar. Tem campeonatos ou treinos que duram até cinco horas. Não há espaço para o desânimo e o cansaço não existe. O jogo é na verdade uma terapia. Através deste esporte, muitos se tornaram eternos amigos. O grupo é formado por quase 20 pessoas (jogadores), separados em oito ou nove duplas, que tem a frente Warlei Martins e Geraldo Alves de Oliveira, que são uma espécie de presidente e vice, mas as tarefas são bem divididas e cada um tem uma função, inclusive o juiz.

O serviço aperta quando eles recebem jogadores de outras cidades. Quando foram em Nepomuceno em um torneio regional com sete municípios, ficaram em segundo lugar, perdendo apenas para Três Corações.

A poucos dias veio uma turma de Monte Belo. Para recebe-los bem, foi feito um almoço com churrasco. É sempre assim que um grupo recebe os visitantes, com muita alegria e um churrasco caprichado. Eles “queimam” a carne durante as partidas mesmo e gostam de uma cervejinha gelada, degustada debaixo da sombra das árvores no Campo do Vila. Eles são prestigiados por gente da cidade inteira que rodeia as pistas e torcem junto com os jogadores, as vezes sem mesmo conhece-los.

As despesas são custeadas através de uma mensalidade que cada um paga. Warlei e Geraldo contam que sempre quando saem para cidades de fora, costumam ter o apoio da Prefeitura que disponibiliza o transporte. Grandes apoioadores deles foram o ex-prefeito Paulo Luis Rabello e a ex-secretária de Esportes Érika dos Reis. Foi neste período de trabalho deles, que a pista de concreto foi construída. Os próprios malheiros trabalharam na obra, mas os recursos foram disponibilizados pela Administração. A maior dificuldade que enfrentam hoje é a falta de uma cobertura. Quando chove não tem como eles treinarem e para receber um campeonato, com convidados do Sul de Minas, é preciso ficar de olho na previsão do tempo, porque se não estes perdem a viagem.

Tem uma regra de um metro de diâmetro. No centro fica o toco que eles precisam derrubar. Se a malha parar e derrubar o toco, na brincadeira vale oito pontos, no campeonato vale oito. Se alguém pisar na risca perde o ponto.

O jogo exige respeito às regras e elas são cumpridas rigorosamente. Alguns gostam de jogar no meio do povo. Outros se sentem intimidados, se emocionam e com o movimento fica nervoso.

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