*Livros que chegam entram em quarentena de 15 dias, preservando o usuário, os servidores e também os exemplares

A Biblioteca Municipal Celso Brant de Três Pontas está reaberta para atendimento ao público desde a semana de Natal. É que o espaço que abriga 30 mil livros, considerado em termos de acervo uma das melhores do sul de Minas, estava fechado desde março do ano passado, início da pandemia. Nestes meses, os servidores da Biblioteca aproveitaram para realizar trabalhos internos, reorganizando o acervo e regularizando o sistema. O atendimento ao público retornou após orientação da Superintendência de Biblioteca Públicas de Minas Gerais, porém, de forma diferenciada, tomando todos os cuidados sanitários exigidos na pandemia da Covid-19. A situação ainda é de atenção e alerta, já que de acordo com o Programa Minas Consciente do Governo de Minas Gerais, a cidade está na onda amarela.

A bibliotecária Luciene Oliveira e o secretário de Cultura Alex Tiso

De acordo com a bibliotecária Luciene de Oliveira, a Biblioteca tem 9 mil leitores cadastrados e um movimento em todo o expediente de cercac de 100 pessoas todos os dias, de todas as idades. O problema não é apenas evitar a aglomeração dentro do espaço, mas os cuidados com o manuseio dos livros, que podem estar contaminados por alguém que as vezes nem sabe que tem o vírus. Praticamente todos os livros tem capa mais ou menos de plástico e os especialistas afirmam que o vírus pode ficar nele por pelo menos duas semanas e se alguém tocá-lo pode se contaminar.

Por precaução e seguindo orientações do setor, o acervo da Biblioteca está fechado. O usuário faz o seu pedido no balcão, sempre usando máscara tampando nariz e boca, obedecendo o distanciamento, entrega o seu material e pode solicitar o seu livro para levar para casa, mas os servidores é que irão até o acervo pegá-lo. Caso o usuário toque no exemplar e resolve não levá-lo, o livro vai cumprir uma quarentena, em um espaço reservado dentro do prédio. O mesmo acontece em toda devolução. Todo material que chega, é cadastrado no sistema e cumpre a quarentena de 15 dias separado dos demais. Luciene Oliveira explica que não é possível higienizar os livros como as pessoas fazem com outros objetos, porque vai danificá-lo e o acervo da Biblicoteca de Três Pontas, é tombado pelo Patrimônio Histórico da cidade. Passado o período, ele volta a ficar disponível para todos os usuários cadastrados. “Além de cuidar dos funcionários, dos livros, a gente tem que cuidar dos usuários para que eles não se contaminem com os títulos que estão na biblioteca. Por isto, é preciso ter paciência porque o livro que a pessoa vem buscar, pode estar em quarentena”, justificou a bibliotecária.

Neste período de pandemia, o prazo de empréstimo foi alterado de 7 para 15 dias e a renovação pode ser feita sem sair de casa, pelo whatsapp 99802-5341. Outra alteração, é que por causa da Covid-19, a Biblioteca não está recebendo doações. Luciene orienta que as pessoas guardem os livros que tem doar e façam assim que a situação se tranquilizar.

A Secretaria de Cultura, Lazer e Turismo é a pasta responsável pela Biblioteca Celso Brant e Alex Tiso acrescentou que há uma preocupação enorme em cuidar do acervo que é tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural de Três Pontas, o que faz manter a memória viva, preservando o material que está dentro do espaço e passível de investimentos dentro dessa área. A Biblioteca ainda não tem um prédio próprio e a intenção da atual gestão e está no Plano de Governo, fazer um Centro de Cultura onde fosse o Conservatório Municipal e Biblioteca juntos, agregando tanto material da biblioteca que tem inclusive coisas relacionadas a música, se juntando com o material que na Biblioteca do Conservatório. “Unir tudo isto em um centro, em um único local seria maravilhoso”, disse Alex Tiso.

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