Por conta de dois projetos protocolados com caráter de urgência, após o encerramento do ano legislativo, a Câmara de Três Pontas convocou os vereadores para uma sessão extraordinária na manhã desta terça-feira (29), no Plenário Presidente Tancredo Neves.

Com exceção da vereadora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT), todos os outros compareceram a 11º sessão extraordinária da 18ª Legislatura 2017/2020. Como ela é a secretária, o presidente Maycon Machado convidou o vereador e vice prefeito eleito Luis Carlos da Silva (PP) para ocupar o lugar dela na Mesa Diretora.

Como não os rituais são reduzidos em reunião extra, a sessão seguiu já para a pauta de votações. O projeto 163 de 28 de dezembro, suplementa o Orçamento no valor de R$200 mil da Secretaria Municipal de Saúde para fazer repasse à Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis de Três Pontas no mesmo montante.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (Cidadania), usou do tempo para a discussão do projeto, para fazer um desabafo. É que em uma reunião realizada na segunda-feira (28), no gabinete do prefeito Marcelo Chaves, onde foram discutidas medidas de conter o avanço da pandemia nas festividades de fim de ano na cidade, não havia nenhum representante da Vigilância Sanitária. Sérgio é fiscal sanitário e segundo ele, é o setor mais cobrado porém, o que último a ficar sabendo das decisões que são tomadas. Ele revelou que ficou sabendo desta reunião envolvendo o Hospital e a Polícia Militar pelas redes sociais da Equipe Positiva. Assim que foi divulgado uma live, o telefone da Vigilância não parou de tocar, de pessoas procurando por informações e os servidores sem saber o que dizer.

Érik dos Reis Roberto (PDT) também abordou o assunto, mas mencionou que o colapso da saúde pública do Brasil sempre existiu, porém, a pandemia da Covid-19 tirou o véu que existia a situação veio a tona. Pregando que não torce pelo pior, Érik disse que a situação tende a ficar mais complicada no início do ano, mas que a culpa deve ser compartilhada com todos, inclusive aqueles que tem um poder aquisitivo melhor. Apesar dos esforços financeiros dos municípios, do Estado e da União, falta a consciência às pessoas, de que não podem aglomerar. Isto acontece, de acordo com o pedetista, não no “escadão” da Avenida onde ficam os pobres, mas nas viagens as praiasa que os de poder aquisitivo melhor vão e divulgam inclusive nas redes sociais. “As pessoas tem a mania de colocar sempre a culpa e a irresponsabilidade no outro. Dizer que a culpa é do poder público é hipocrisia”, discursou Érik dos Reis.

O vice presidente Antônio do Lázaro (PSD), mencionou que tem exemplo do Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde ele mora, os bares estão todos cheios no fim de semana.

Já o vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD), também falou da preocupação com a pandemia, que a população não tem consciência da situação que estamos vivendo, com casas cheias de visitas de pessoas de outros lugares. Ele criticou as menções que sempre são feitas de que o vírus só é transmitido em bares e a noite.

O projeto foi aprovado por unanimidade. Foi apenas neste ítem que houve comentários. No projeto 164, que autoriza o Município a incluir no Orçamento deste ano, R$480 mil que estão vindo do Ministério da Saúde para o enfrentamento à pandemia da Covid-19, os vereadores fizeram apenas a aprovação.

Para cumprir questões regimentais do Poder Legislativo diante do fim do ano, o presidente Maycon suspendeu a sessão por cinco minutos para a elaboração da ata da reunião e a sua aprovação em seguida. Os legisladores retornaram depois deste tempo, ouviram a leitura, aprovaram e concluiram de fato o ano de 2020.

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