Os casos confirmados de Covid-19 em Três Pontas aumentaram de forma considerável nos últimos dias, conforme mostra o Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura.

Este crescimento já estava previsto, a medida que o vírus começa a circular, os casos vão sendo registrados e não existe um fator predominante para isto. A indicação da secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa, é que a população se mantenha pelo menos nos próximos 15 dias, prazo em que a previsão é de grande aumento nos casos positivos da doença. Por isto, Teresa recomenda que as pessoas façam um sacrifício, saiam de suas residências, somente diante de extrema necessidade, como para trabalhar. Ficar em casa, ainda é fundamental para evitar o agravo da pandemia.

Na opinião dela, as pessoas vivem uma falsa sensação de que está tudo bem e isto faz com que elas vão para as ruas. Ela reconhece a dificuldade de se manter apenas em casa, sem se relacionar com pessoas da família e amigos, ir em festas comemorações em bares, usarem máscara, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel e manter o distanciamento, são atitudes que evitam a lotação do Hospital São Francisco de Assis e o colapso do setor da saúde.

O ideal, indica a secretária que estuda as evidências científicas, é que o vírus se propague, mas ele afeta o pulmão de forma grave. O grande problema, é a contaminação de uma só vez e a superlotação da Santa Casa com a necessidade de aparelhos respiradores.

O Hospital está com seus leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotados, porém, não são de casos de Coronavírus e sim de outras patologias. Neste período do ano, entre abril e agosto, os idosos acima de 60 anos, sofrem naturalmente mais com infarto, derrame, bronquite e pneumonia.

Ela justifica a reabertura do comércio com as restrições, com a necessidade da cidade não “quebrar” e a recuperação pode não ocorrer mais. “Eu preciso do comércio aberto e que ele seja beneficiado com o dinheiro da safra do café, que está a todo vapor. Sem falar que se as lojas daqui fecharem, eles vão em Varginha e outras localidades”, destacou.

Teresa responde que em momento algum se falou em fechar o comércio. As lojas foram reabertas a cerca de 50 dias e não houve aumento significativo de casos por conta disso. Porém, pode acontecer do próprio Governo do Estado decretar um novo fechamento, mantendo apenas os setores essenciais e ainda com restrições.

Ela culpa as aglomerações, as festinhas que são realizadas nos fins de semana e que apenas a consciência de cada um vai resolver. “Eu só fecho o comércio se 16 pessoas se internarem e precisarem de respiradores”, diz Teresa. A Polícia Militar só pode agir em caso de perturbação do sossego e o morador precisa se identificar.

Na entrevista concedida ao Programa Passando a Limpo da Equipe Positiva, Teresa Cristina respondeu que a opção de estender o horário de funcionamento do comércio aos sábados, é justamente tentativas para evitar o acúmulo de pessoas no mesmo horário nos estabelecimentos, principalmente os moradores da zona rural.

Ela nega que esteja ocorrendo a falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI), em todas as unidades de saúde e desmente que quanto mais casos diagnosticados, mais recursos a Prefeitura recebe. Houve a publicação feita pelo Governo Federal de que o Município estará recebendo R$7 milhões, mas nada ainda chegou. O recurso é uma ajuda para o combate ao Covid-19, que inclui também o Hospital. Foram três portarias publicadas e apenas R$286 mil caíram nos cofres da cidade. “Então façam a conta população e vejam o quanto a Prefeitura tem gasto na prevenção ao Coronavírus”. Um dos investimentos foi na contratação dos “laranjinhas”, mas eles não são fiscais e nem tem poder para isto. Estão nas ruas e estabelecimentos para evitar filas e aglomerações. A fiscalização é feita pela Vigilância Sanitária e pela Postura.

Para Teresa, não se pode misturar questões políticas e eleitorais, com o combate a doença. Ela revela que não é política e não faz política na Secretaria de Saúde. E diz que nem o prefeito Marcelo Chaves usa do setor ou da pandemia para isto. “A gente procura trabalhar mais transparente possível. Eu trabalhei no SUS durante 40 anos e peço que as pessoas não tomem decisões por redes sociais. A Secretaria funciona de 7:30 às 17:00 horas e eu estou a disposição da população. Quem tiver dúvidas do que fazer, podem me procurar”, anuncia Teresa Cristina.

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