A Câmara Municipal contou nesta segunda-feira (16), com a presença do vice prefeito e secretário de Educação Érik dos Reis Roberto (PSDB), durante a reunião que foi suspensa. Ele atendeu a uma convocação pedida pela Valeria Evangelista (PPS) e feita pela Mesa Diretora, para dar esclarecimentos sobre as denúncias apresentadas pelo vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), sobre casos que vem ocorrendo na Escola José Vieira de Mendonça. Por pelo menos duas reuniões, Antônio do Lázaro levou à Tribuna que na Escola Agrícola um aluno tem levado drogas para dentro da sala de aula e outro frequentando o estabelecimento com arma, colocando em risco a integridade dos estudantes.

Ausente da sessão, o vereador (que apresentou um atestado médico de 15 dias, por causa de uma depressão) perdeu a explanação que durou cerca de uma hora. Até ele começar a falar ouve um grande embate, quanto a forma que Érik chegou a Câmara, convocado ou convidado. José Henrique Portugal (PMDB), defendeu que seria preciso votar em plenário. Luis Carlos da Silva (PPS) disse que o vereador tem competência para isto. Ambos leram trechos do Regimento Interno. Eles bateram boca enquanto o convocado esperava na Tribuna.

Para acabar com a polêmica, o presidente Sérgio Eugênio Silva (PPS) perguntou se Érik aceitava ser então convidado. Já diante do microfone, o restou dizer sim  e começar a falar.

Prestigiando sempre sua ex Casa, professor Érik disse que sempre acompanha as reuniões ouve inverdades e depois que elas são caem na população querem que elas se tornem verdade. A intenção talvez seja para denegrir a imagem do prefeito e do secretário, porém, na visão dele, mancha a imagem do Município e de toda a comunidade. Todas as solicitações que chegam são atendidas, sem nenhuma exceção, sejam de cunho pedagógico, social, físico ou outras.

“Foi pela segunda vez consecutiva que o Antônio atacou de modo veemente a Escola Agrícola, o que nos deixou um pouco entristecido, por sabermos o que o corpo docente e todos os funcionários fazem por aquela escola, que atende as crianças do Quilombo, Pontalete, Morro Vermelho, Marmelada e outras comunidades vizinhas”, disse.

Quanto às questões denunciadas, Érik revela que fogem um pouco da alçada da Secretaria de Educação, que só soube do caso após as declarações do vereador. De imediato, chamou a direção da escola para que observasse os alunos. Em seguida, repassou o caso à Policia Militar, Policia Civil, CRAS, CREAS, Conselho Tutelar e Ministério Público. Os órgãos foram todos oficiados pelo prefeito Paulo Luis, pois como se trata de armas, drogas e tráfico, é necessário que estes sejam acionados. Érik esclareceu que a escola não tem o poder e autorização para revistar a bolsa ou mochila dos estudantes. Ao contrário do que Antônio disse, o aluno não pode simplesmente ser suspenso, nem mesmo quem chega atrasado é proibido de assistir as aulas. “A ignorância é afoita. Foi pichado e escachado o trabalho de toda uma escola. É bom a gente lembrar que questão de educação se dá em casa, a escola dá instrução”, esclareceu.

O secretário de Educação condenou a atitude do ex colega, de usar a Tribuna da Câmara para macular a imagem de uma comunidade inteira, pois, o vereador comparou as crianças com animais, talvez para atingir o prefeito.

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Aberto a perguntas dos vereadores das bancadas, José Henrique foi quem mais questionou. Portugal quis saber se tudo o que Antônio disse era verdade ou mentira. Érik respondeu que não sabe, que pediu para que a direção observe alunos que costumam dar problemas, mas que os profissionais desconheciam as denúncias.

O assunto mudou o foco e a pauta estipulada para que o secretário tratasse ficou para trás. Paulo Vitor da Silva (PP), lembrou dos dois anos que era secretário, da passagem da sua esposa também pelo mesmo setor, relembrando cobranças que Érik havia feito no passado enquanto vereador. Até a compra da Hillux para o gabinete do prefeito Paulo Luis surgiu, assim como a suposta perda de recursos.

Um a ano, Érik foi ouvindo os elogios do bloco da situação e aproveitou para enaltecer a atual administração que, segundo ele, governo com competência e coragem, que começa e termina projetos.

Para terminar, voltou a falar que 63% das propostas feitas na campanha eleitoral, já foram cumpridas na Educação. Anunciou que deixaria na Secretaria da Câmara uma lista com uma cópia destas ações. Para fechar de vez sua participação na Câmara, o secretário Érik cobrou uma melhor recepção por partes dos vereadores aos convidados ou convocados. Diante do debate anterior se sentiu constrangido, mas que este sirva de exemplo para que outras pessoas não passem pelo que passou, apesar de entender que aquele é um local de embates políticos, e que muito mais que Regimento a presença dele incomodava.

Em seguida a sessão foi reaberta com a pauta de votações.

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