Autoridades políticas e lideranças do setor cafeeiro na mesa principal do Circuito do Café. Discursando a presidente da Epamig Nilda Soares. Fotos: Denis Pereira - EP

 

Três Pontas voltou este ano à rota do Circuito Mineiro de Cafeicultura. O evento foi realizado no Restaurante e Pesqueiro Pesca e Lazer, nesta quinta-feira (26) e levou dezenas de produtores da cidade e região. Vieram cafeicultores e agricultores familiares de Santana da Vargem, Coqueiral, Boa Esperança, Varginha, Elói Mendes, Carmo da Cachoeira, Alfenas, Serrania, Lavras, Campos Gerais, Cordislândia, Cambuquira, Pains, Santo Antônio do Amparo, Belo Horizonte e até de Brasília. Todos deixaram suas propriedades neste dia chuvoso, em busca de tecnologias visando melhorar a qualidade dos cafés, reduzir os custos de produção, aumentar a renda dos cafeicultores e manter e criar novos empregos.

Autoridades municipais e lideranças do setor cafeeiro tomaram um cafezinho e degustaram os produtos da Cocatrel, parceira do evento e depois participaram da abertura e ouviram os discursos, todos eles focados na importância da cafeicultura para a economia dos municípios e do evento, que atualiza o produtor rural com a rodada de palestras realizada durante toda a manhã.

O gerente regional da Emater-MG Rogério da Silva Araújo (foto acima), disse que o Circuito Sul Mineiro existiu desde 1998, voltado para o Sul de Minas, mas ganhou corpo e atualmente são 30 etapas em todo o Estado de Minas, voltado principalmente às regiões onde a cafeicultura tem mais força. “O circuito traz informações técnicas, conhecimentos que é feito pela pesquisa e fazer isso chegar aos nossos cafeicultores, pensando em melhorar a produtividade, melhorar a qualidade dos produtos, e ofertar novas tecnologias tem sido o nosso desafio. Aqui para a região de Três Pontas, a gente não poderia deixar de ter uma etapa, frente a importância que tem a cafeicultura e o agronegócio”, afirmou o gerente da Emater.

Ele divulgou que a Emater está presente em cerca de 790 cidades, ou seja, em torno de 92% dos 853 municípios. Para atuar, depende muito da parceria com as prefeituras, ainda mais onde a agricultura é forte e a cafeicultura extremamente relevante.

Rogério da Silva agradeceu as parcerias. Começou pelo prefeito que tem demonstrado preocupação com o setor e depois a Cocatrel, que sempre foi parceira e se aproximou ainda mais com a atual gestão. Por fim, mencionou a irmandade com a Epamig que tem caminhado bastante juntos.

Em seu discurso, o prefeito Marcelo Chaves Garcia (foto) focou o trabalho em parcerias. Este tem sido o perfil de seus discursos desde sua posse. Mesmo com outros compromissos importantes para a cidade, ele fez questão de estar presente e reforçar que sua gestão defende o produtor rural. O prefeito disse, que a Administração tem trabalhado muito na manutenção das estradas rurais e tem tido a compreensão dos donos de propriedades, para abrir as vias e tirar a água da chuva. Ele aproveitou a presença da presidente da Empresa de Agropecuária, a professora Nilda de Fátima Ferreira Soares, para fazer pessoalmente um pedido. O Município precisa de uma área para construir um Centro de Eventos e o desejo é que o Governo do Estado ceda a área na Fazenda Experimental da Epamig, onde é realizada todos os anos a Expocafé, para que uma infraestrutura seja construída para abrigar diversos eventos.

A presidente Nilda Soares (foto) respondeu em entrevista à Equipe Positiva que a parceria proposta pelo prefeito Marcelo Chaves é muito bem vinda desde que ambas as partes elas possam colocar a sua potencialidade para que gere um resultado que seja positivo. “Qualquer parceria é muito bem vinda. Nós não conseguiremos sobreviver em um momento tão difícil se nós não buscarmos parceria. O prefeito me mencionou essa grande necessidade e demanda do município de Três Pontas de um espaço mais organizado para receber diferentes eventos. Mas, a Epamig também tem demanda de espaços para oferecer cursos de campo e capacitações. Isto é uma conversa que nós vamos iniciar. Prefeitura e Epamig são dois entes públicos e nós sabemos os nossos limites, até onde nós podemos ir com as cessões. Nada impede que a gente sente e avalie estas condições. Nós podemos gerar ali um espaço de eventos bem organizado. A própria Expocafé tem algumas deficiências que precisam ser resolvidas e a Prefeitura está entendendo também”, explicou a presidente da Epamig. Ela revelou que vai a partir de agora, estudar a viabilidade desta parceria.

A presidente da Epamig Nilda Soares, o presidente da Câmara Maycon Machado e o prefeito de Três Pontas Marcelo Chaves

Falando do setor que está a frente, Nilda Soares afirmou que o PIB do agronegócio em Minas Gerais foi o que mais cresceu no Brasil. Minas está com toda sua base de crescimento dentro da agropecuária. “Nós precisamos zelar por essa área que é o carro chefe do Estado como foi do país e necessitamos zelar por essa área”, refletiu.

Mesmo com as dificuldades, em um momento difícil financeiramente, a Epamig tem recebido apoio necessário do governo, por isto, aumentou-se o elo de parceria com a Emater que faz o papel, após a geração de tecnologia, que é levar ao campo as tecnologias e inovações aos produtores. “Uma não existiria ou não faria o seu trabalho completo sem a outra. Por isso estão juntas nas suas ações”, avaliou.

Em um momento em que o Estado de Minas Gerais, está passando por um momento muito difícil financeiramente, a Epamig tem buscado parcerias público privada. “É um momento em que cada vez mais nós precisamos nos aproximar, quando você aproxima do mundo privado você aproxima daqueles que são usuários do setor privado”, disse a presidente.

A primeira palestra ministrada foi do presidente da Cocatrel Marco Valério Araújo Brito. Ele contou um pouco da história da cooperativa que está entre as maiores do mundo. Conta atualmente com 600 colaboradores, 6 mil cooperados, originados de 115 municípios em 6.335 propriedades rurais. A Cocatrel está presente com lojas, armazéns e ou centrais de recebimento de cafés em 11 unidades: Três Pontas, Santana da Vargem, Coqueiral, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira, Santo Antônio do Amparo, Córrego do Ouro, Ilicínea, Varginha (UCOM) e Guapé.

Foram seis palestras ao todo até o fim da manhã. O professor e escritor Lúcio Caldeira abordou o Mercado Futuro de Café. Já o engenheiro agrônomo Marcelo Rezende da Café Brasil falou da nova tecnologia em adubação do cafeeiro. O pesquisador em melhoramento genético e manejo do cafeeiro da Epamig César Elias Botelho tratou do manejo da lavoura cafeeira em podas e desbrota e a programação do ano agrícola do cafeeiro foi tema para o agrônomo Marcos Mendonça de Paula Filho.

O Circuito Mineiro de Cafeicultura é um evento tradicional do agronegócio café de Minas Gerais e está na sua 19° edição. É promovido pela Emater-MG, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Fundação de Apoio, Ensino, Pesquisa e Extensão (FAEPE) e a Cocatrel. O evento foi concluído com um almoço.

Veja as próximas etapas do Circuito Mineiro da Cafeicultura

Outubro
Dia 02 – Nova Resende
Dia 03 – Passos
Dia 10 – Carmo da Cachoeira
Dia 17 – Carvalhópolis
Dia 18 – Inconfidentes
Dia 23 – Cássia
Dia 24 – Nepomuceno

Novembro
Dia 07 – Campos Gerais
Dia 14 – Juruaia
Dia 27 – Coqueiral
Dia 28 – Piumhi

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