*De acordo com a Unifal, cidade ainda vive a tendência de crescimento de novos casos de Covid-19

Três Pontas viveu nesta semana, o pior período da pandemia da Covid-19, desde marco do ano passado. O número de mortes saltou de 55 para 66 em apenas uma semana, de acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura Municipal.

Foram 2 óbitos na segunda-feira, 1 na terça, 6 na quarta e mais 2 mortes nesta sexta-feira (09). Todos os pacientes estavam internados no Hospital São Francisco de Assis. São 36 homens e 30 mulheres, que perderam a batalha para o vírus.

A Santa Casa está lotada, são 25 leitos ocupados por causa da doença, 21 pessoas estão tratando da Covid-19 e outras 4 com suspeita recebem os cuidados médicos hospitalares. O número de casos confirmados é de 3.244.

Três Pontas tem tendência de crescimento de casos

Após três semanas de Onda Roxa em Minas Gerais, o quadro epidemiológico realizado pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), confirmou indicativos de melhora na última quarta-feira (07). No Estado, a tendência de mortes permanece crescente, mas há estabilidade de casos e internações.

No Sul de Minas, há tendência de diminuição de casos confirmados, mas mortes e internações permanecem em crescimento. A média móvel semanal de casos na região Sul continua acima de 1.000 (1.089 em 07 de abril). Isso projeta de 20 a 30 mortes em média por dia na região e em torno de 70 internações diárias. As internações só começarão a diminuir dentro de pelo menos 10 dias e a mortalidade após mais duas semanas. O número de mortes por Covid-19 hoje representa sozinho 30% ou mais das mortes provocadas por todas as outras causas juntas no Sul de Minas. Isto configura uma emergência sanitária jamais vista na história do Estado. Entre os 10 maiores municípios do Sul de Minas, registra-se tendência de diminuição de incidência em Varginha, Itajubá e Alfenas, estabilidade em Poços de Caldas, Pouso Alegre e Três Corações, mas crescimento em Passos, Lavras, São Sebastião do Paraíso e Três Pontas.

A onda roxa em Três Pontas, não trouxe o efeito esperado pelas autoridades estaduais de saúde, pois a média semanal de casos continua crescente. No primeiro dia em 17 de março, a média era de diminuição de 26%. Uma semana depois foi a 13% de crescimento, saltou para 65% na segunda e agora na terceira semana, a média recuou um pouco para 61%. Ou seja, pelas comparações, a situação piorou, segundo o levantamento.

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