Fotos: Equipe Positiva

 

A Câmara Municipal de Três Pontas voltou a realizar sessão ordinária nesta segunda-feira (27), no Plenário Presidente Tancredo Neves. De portas fechadas e com acesso restrito, por medida de evitar o contágio do novo Coronavírus, a última reunião havia acontecido a 15 dias. Mesmo sem nada na pauta, os vereadores aprovaram um projeto do Poder Executivo, que segundo alguns, não tinha a necessidade porque para resolver a questão burocrática, bastaria um Decreto.

O projeto foi apenas uma suplementação no Orçamento no valor de R$100, que permite a Prefeitura fazer a prestação de contas de um convênio com o Ministério da Cidadania, que foi para o recapeamento e pavimentação de ruas. O vereador Sérgio Eugênio Silva (Cidadania) comentou a possibilidade que isto fosse feito dentro da autonomia dada pela Câmara de suplementar o Orçamento em 10%, mas a Administração começou o ano fazendo suplementações.

Érik dos Reis Roberto (PDT) comparou este projeto a opinião que a Administração queria sobre a reabertura do comércio. A suplementação neste valor tão pequeno, poderia ser feito por Decreto, ainda mais que a cidade está em Estado de Calamidade, o que permite realizar licitações e procedimentos de forma mais ágil.

Falta serviços básicos, gera insatisfação 

Mas a reunião serviu para usarem a Tribuna e fazerem pedidos de serviços e reclamar a falta de vários, que são solicitações levadas pela população através deles e muitas delas não atendidas.

O vereador Roberto Donizetti Cardoso (DEM) acusou a Administração de estarem perseguindo a namorada de seu filho, em retaliação aos documentos que ele solicitou no Plenário, sobre a compra de peças para veículos e máquinas em uma loja da cidade, que é investigada na Operação Trem Fantasma.

Robertinho contou que a namorada de seu filho, que tem uma clínica de estética, teria ido até o estabelecimento neste período de pandemia e que o comércio estava fechado para fazer uma limpeza. Depois que foi embora, recebeu uma ligação dizendo que ela teria aberto a clínica, contrariando a determinação da Prefeitura. Ela explicou que não e que teria ido apenas fazer faxina e lhe informaram que teria sido uma denúncia.

O vereador Sérgio Silva usou seu tempo para responder o colega. Como é servidor efetivo e fiscal sanitário, que atua justamente nesta fiscalização, disse que não poderia ser omisso e covarde em não defender a classe e a atuação da Vigilância Sanitária (Visa). Ele comentou que existem várias denúncias, geralmente feitas pelos concorrentes, mas que neste período de pandemia e o fechamento do comércio, as reclamações aumentaram demais e está demandando muito trabalho de toda a equipe. São 8 fiscais que estão trabalhando em dupla, todos os dias da semana, inclusive fins de semanas e feriados. Sérgio fez toda esta explanação para responder que não existe interferência nenhuma do Poder Executivo na Visa. No caso das clínicas de estética, as empresárias do ramo elaboraram um plano de trabalho com as regras e estão voltando a funcionar. Especialmente neste caso, Sérgio é testemunha que a ida dos fiscais não partiram do prefeito Marcelo Chaves (PSD) e confirmando que realmente foi denúncia. Eles tem ido em vários lugares e tem feito o que podem. Ele particularmente tem uma preocupação enorme na forma de abordar os comerciantes.

O vereador terminou concluíndo que é injusto com o comércio, ter que fechar as portas e ver aglomerações bem piores, na porta das agências bancárias e festas na “Cocada”, como ocorridas no fim de semana.

O legislador Geraldo José Prado (Coelho – PSD) reclamou primeiro das pessoas que pretendem disputar uma cadeira no Poder Legislativo e utilizam de recursos públicos para denegrir a imagem das pessoas e desqualificar o trabalho de quem a vida inteira trabalha por uma causa. Coelho citou a defesa dos animais feita pelo vereador Francisco Fabiano Diniz Júnior (Professor Popó – PP) e o empresário Daniel José Vitor Silva, o “Daniel do Gás”. Na opinião do vereador, Três Pontas tem o grupo do bem e o do mal que quer se promover as custas dos outros.

Coelho terminou seu tempo e teve a compreensão do presidente Maycon Machado no quesito tempo, para fazer as reclamações que queria. Primeiro ele mencionou que o prefeito tem trabalhado bem e entende as dificuldades que tem enfrentado. Mas em seguida, reclamou de serviços básicos que não estão sendo feitos como poda e corte de árvores, tapa buracos e construção de faixas elevadas de pedestres em alguns bairros. Coelho diz que não é possível ter que brigar por causa de tão pouca coisa que as pessoas pedem. Para encerrar reclamou da qualidade dos produtos usados pela empresa que faz a troca de lâmpadas nas vias públicas. As lâmpadas são tão ruins que duram poucos dias. Várias que foram substituidas duraram menos de uma semana e as ruas ficam no escuro novamente.

Luiz Flávio Floriano (Flavão – PDT) até falou de alguns serviços que foram feitos no seu reduto eleitoral, na região do bairro Cidade Jardim, mas não fizeram por completo. Emendou dizendo que em bairros como São Judas Tadeu e Santa Mônica, moradores estão reivindicando melhorias a muito tempo. Assim, como um supermercado e moradores pedem a instalação de uma faixa elevada de pedestre na Rua Barão da Boa Esperança, na esquina com a Rua Barão do Pontal, para dar mais segurança principalmente aos pedestres.

O presidente Maycon Machado, encerrou o Pequeno Expediente, fazendo uma geral da fala dos colegas que o antecedeu. Disse que existem ofícios enviados por ele e outros colegas que pedem, por exemplo, operação tapa buracos no bairro São Judas Tadeu já faz mais de um ano. A questão de buracos, não é apenas pela estética nas vias e sim questão de segurança aos usuários. O pedido dele é antigo, reforçado agora pela melhoria em vias importantes, de grande movimento, como as ruas Sebastião Xavier de Brito, a “Rua da Farmacinha” e a Francisco Veloso, no Alcides Mesquita. Nos bairros Santa Tereza e Vivendas dos Bosque, os buracos foram tapados, mas o mato dos terrenos baldios está invadindo as ruas.

Maycon afirma que o centro e as entradas da cidade precisam estar bonitas, mas os bairros também de atenção e solicitou mais sensibilidade da Administração e um olhar a mais para a periferia.

As razões de mais uma cobrança de forma clara ao Poder Executivo, feita por Maycon, é que o povo vai até as casas dos vereadores, os encontram nas ruas, cobram e buscam respostas e os vereador acabam “escutando”, quando o serviço não é feito. Mas, quem tem o poder de fazer não são eles, mas nem todos entendem que o legislador tem seu limite e que o poder de determinar é do gestor municipal.

Para concluir, anunciou a realização da Quermesse da Apae que será realizada entre 30 de abril e 03 de maio, de forma online, por causa da pandemia do Coronavírus, que é importante para angariar recursos financeiros para a instituição. Ele divulgou que haverá leilão de brindes, shows e até comidas típicas, que serão entregues na casa das pessoas. Falando neste assunto, Maycon Machado deixou o reconhecimento aos artistas da cidade que tem feito shows nas redes sociais, em prol de instituições e pessoas que estão precisando de ajuda por materiais ou financeiras, neste momento em que os trespontanos mais uma vez demonstram que a solidariedade é o maior dom na terra que um dia teve a sua frente na igreja, o Beato Padre Victor.

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