Chico do Santana classificou as ex-prefeitas de Três Pontas. Luciana Mendonça de irresponsável pela construção da Creche na cabeceira da pista do Aeroporto e Adriene Andrade de loira de ‘farmácia’ por ter revitalizado o local

A notícia do fechamento do Aeródromo Leda Mello de Rezende em Três Pontas, divulgada na semana passada, provocou comentários do começo ao fim da sessão ordinária da Câmara nesta segunda-feira (22). A informação veio da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em uma portaria emitida pelo órgão. O fechamento é atribuído a construção do Centro Municipal de Educação Infantil Dona Anita, em 2011.

O embate entre vereadores da situação e oposição ficou ainda mais visível, quando os legisladores da base do governo, não pouparam críticas à localização de uma obra do mandato da ex-prefeita Luciana Ferreira Mendonça, muito comemorada a época.

O vereador José Henrique Portugal (PMDB), foi o primeiro a se manifestar e o último a tomar as ‘cacetadas’ de Francisco Cougo (PT), um defensor de que o local não e dificulta a vida dos moradores do bairro Santana.

Portugal disse que a cidade tem que avançar e o encerramento da permissão de utilizar a pista é um retrocesso. Citou que Três Pontas é o Município do já teve – por causa do fechamento do Matadouro e por último, as três escolas da zona rural que foram nucleadas pela Secretaria Municipal de Educação no fim do primeiro semestre do ano passado. Na opinião do peemedebista, é preciso rever esta situação, citou casos fundamentais que o Aeroporto foi importante e avaliou como absurdo, enquanto localidades lutam para ter um Aeroporto, outros fecham com a defesa de autoridades, sem fazer menção, mas se referindo a Chico do Bairro Santana.

“Precisamos caminhar para frente e não para trás”. Alfinetou Paulo Vitor da Silva (PP), que continuou divulgando que a data é dia 28 de abril, para o fechamento desta área privilegiada para Três Pontas e culpou a Administração, por ineficiência neste e em outros casos, apontados por Paulinho.

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A resposta da situação foi imediata e veio em tom de desabafo, ainda no Pequeno Expediente, de novo do líder do prefeito na Câmara Sérgio Eugênio Silva (PPS). Ele concordou com a triste notícia que seus colegas disseram dar, mas acrescentou adjetivos fortes à Administração anterior que turbinaram a reunião do começo ao fim. Alguns deles foram, irresponsabilidade e incompetência, que segundo Sérgio já teriam sido ditos quando a Câmara foi aprovar o projeto de construção do Centro Municipal de Educação Infantil Dona Anita, que fica na cabeceira da pista de pousos e decolagens. Segundo Serjão, a obra foi uma lambança e questionou de quem será a responsabilidade se alguma aeronave cair naquele local. Talvez do secretário de Obras da época ou da própria gestora. O Ministério Público Federal, responsavelmente, informou Sérgio Silva, tomou as devidas providências, pressionou o prefeito Paulo Luis a escolher entre a Creche que atende a cerca de 80 crianças ou o Aeroporto. Um deles precisava ser fechado.

No embalo, recordou da Unidade Básica de Saúde edificada no bairro Peret, a beira do Córrego da Avenida Zé Lagoa. “Para chegar lá tem que ser de helicóptero”, ironizou Serjão, lembrando que falta até a rua para chegar na UBS que está pronta.

O assunto rendeu até o último minuto da sessão. Francisco Cougo, o Chico do Bairro Santana não deixou de falar, do dia que segundo ele, foi um dos mais importantes da sua vida, com a notícia que ele as famílias de lá esperavam. A luta dos moradores do bairro que não se conformam com o Aeroporto naquele local é antiga e foi expressada em um abaixo assinado que ele mesmo fez.

Na Tribuna da Câmara, atacou veemente a ex-prefeita Luciana Mendonça pela obra naquele local. Recordou que a pista foi construída há mais de 70 anos, porém revitalizada na gestão de Adriene Barbosa de Faria Andrade. Na época, durante a campanha, Adriene teria prometido abrir ruas lá e não cumpriu diz o vereador. “A loira de farmácia pediu votos e depois nunca mais voltou lá”. De acordo com Chico, Luciana Mendonça recebia ofícios da ANAC desde o início da obra, mas não teria se manifestado e mantido a Creche na mesma localidade, sabendo dos riscos de corria.

Sobre a fala de José Henrique Portugal no começo da reunião, Chico do Santana se sentiu ofendido e citando o nome do colega, acrescentou que estaria cuspindo no prato que comeu, pois estaria defendendo o Aeroporto por não morar no bairro, ter carro e um alto salário, diferente dos chefes de família daquela comunidade. Sem esconder, não deixou de elogiar o prefeito Paulo Luis e sugeriu que o espaço de 1,2 mil metros de extensão e 30 metros de largura, seja utilizado para a construção de uma Igreja do Beato Padre Victor e de uma Rodoviária, facilitando o acesso a rodovia MG 167.

Antes de concluir, fez duas considerações que chamaram atenção do público. Primeiro, Chico contou que concluiu apenas o segundo grau, diferente das faculdades que tem Paulinho e Portugal, porém, na sua humildade e simplicidade, soma muito mais com o progresso do Município do que os dois. Depois, mostrou ser valente e não ter medo de ninguém, ao dizer que qualquer um pode sentir a “velocidade” do seu braço.

Portugal até tentou se explicar interrompendo o vereador “Do Santana”, mas ele não deu “aparte”. No fim, José Henrique mencionou que o colega não teria entendido. Ele tem o maior carinho pelos moradores, mas que a cidade precisa de um Aeroporto.

No finzinho do Grande Expediente, Paulinho adiantou que os reflexos do fechamento será sentido na Expocafé deste ano.

Foto: Arquivo Equipe PositivaFoto: Arquivo Equipe Positiva

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